Blog do Jonas Gonçalves

Jornalista MTb 48.872/SP

Archive for Dezembro 2007

Feliz Natal e Próspero Ano Novo

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A todos os leitores deste blog, faço votos desejando um Feliz Natal e um Ano Novo pleno de realizações e conquistas. Obrigado pela atenção e até 2008!

Escrito por Jonas Gonçalves

24/12/2007 em 14:15

Publicado em Blog

DRU até 2011

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Desta vez não ocorreu nenhuma surpresa no Senado. Por 65 votos a 6, a Desvinculação das Receitas da União (DRU), que permite ao goveno gastar 20% do que arrecada livremente, foi aprovada em definitivo. Por se tratar de uma Emenda Constitucional, a prorrogação foi votada em dois turnos. Foi uma concessão dos senadores de oposição (DEM e PSDB) ao governo após a extinção da CPMF. Até 2011, a DRU ajudará de forma decisiva o Orçamento, facilitando o bom fechamento das contas governamentais.

Escrito por Jonas Gonçalves

20/12/2007 em 01:27

Publicado em Política e Poderes

A ocupação de espaços simbólicos

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O sociólogo francês Pierre Bourdieu era conhecido, entre outros motivos, por discutir o conceito de “poder simbólico”, especialmente quando fazia crítica da mídia.

Em política, o “poder simbólico” é um fator decisivo para definir quem dá o tom do debate e quem só dança conforme a música. Atualmente, no Brasil, a oposição ao Governo Lula dá o tom, com os partidos Democratas e PSDB se aproveitando do momento oportuno para impor a situação (leia-se PT) um veto à recriação da CPMF ou de novos impostos para compensar a perda de arrecadação (fala-se em R$ 40 bilhões). Ou seja, diferentemente do que acontecia até há pouco tempo, são os críticos do governo que ocupam a maior parte dos espaços simbólicos de discussão de idéias e opiniões (especialmente os meios de comunicação).

O Senado é o campo no qual se travam as batalhas de discursos e posturas. O governo tenta contornar o problema político (a derrota na votação) e orçamentário (o corte inevitável pós-CPMF). A DRU (Desvinculação das Receitas da União) será votada em segundo turno no Senado e a oposição já sinalizou que irá aprová-la definitivamente. Entretanto, quer obrigar o governo a não aumentar a carga tributária. Segundo os senadores democratas e tucanos, com a DRU e necessários cortes de gastos excessivos com a máquina pública federal, a administração conseguirá fechar as contas.

O governo não tem outra saída a não ser acatar a proposta. Se forçar a barra e criar um novo imposto, ficará com a imagem seriamente prejudicada. As palavras “imposto”, “taxa” e “tributo” não são mais toleradas. Ou se criam fontes alternativas de arrecadação ou se cria um ônus político pesado para as eleições de 2008, ainda que estas serão apenas em âmbito municipal.

Escrito por Jonas Gonçalves

19/12/2007 em 00:54

Publicado em Política e Poderes

Milan, o maior do mundo

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Clube italiano de maior expressão no cenário futebolístico, com 18 títulos internacionais e diversos nacionais (incluindo 17 campeonatos italianos, Copas e Supercopas da Itália), o Milan se tornou hoje tetracampeão mundial, de forma indiscutível e com todos os méritos.

A “sociedade” (como os italianos gostam de se referir a suas agremiações esportivas) de Milão, liderada por Kaká, Seedorf, Pirlo, Inzaghi e o veteraníssimo Maldini, de 39 anos, levou o Mundial de Clubes da FIFA ao vencer outro supercampeão, o Boca Juniors, da Argentina, com 17 títulos internacionais e 30 de seu país. A disputa de dois tricampeões do mundo dividiu opiniões, mas o Milan, assim como quase todos os times europeus que disputam o Mundial, era considerado favorito por ter um verdadeiro esquadrão de astros da bola.

Na atualidade, o grande expoente é o brasileiro Ricardo Izecson dos Santos Leite, o Kaká, de 25 anos, prestes a vencer o prêmio de melhor jogador do mundo da entidade máxima do futebol, a FIFA. Já eleito pela conceituada revista “France Football”, que lhe deu a Bola de Ouro, além de outros prêmios, Kaká já conquistou todos os títulos possíveis com o Milan. Formado pelo São Paulo, foi adquirido pelo time italiano como uma grande promessa. Hoje, o ciclo de cumprimento desta se completou.

Existe uma polêmica em torno de quem realmente é campeão mundial ou não. A FIFA disse que considera apenas aqueles que conquistaram o campeonato organizado pela entidade. Desta forma, o primeiro foi o Corinthians, em 2000, com a competição tendo sido disputada no Brasil. Apenas em 2005 ela foi retomada, com o título conquistado pelo São Paulo. Em 2006, foi a vez do Internacional de Porto Alegre. O domínio brasileiro só foi quebrado este ano, com o título do Milan.

Entretanto, outros tantos times conquistaram títulos com status de Mundial, mesmo sem a homologação da FIFA. É o caso do Palmeiras, que venceu a primeira competição interclubes disputada no planeta, em 1951, realizada no Brasil. Na final, derrotou a Juventus, da Itália. Com um dossiê, tentou obter o reconhecimento da FIFA. Chegou a obtê-lo em caráter administrativo, mas o Comitê Executivo ratificou a decisão de que apenas os mundiais organizados pela entidade a partir de 2000 é que deveriam ser considerados como “Mundial da FIFA”.

O Santos, em 1962 e 1963, o Flamengo, em 1981, o Grêmio em 1983 e o São Paulo, em 1992 e 1993, foram os times brasileiros que venceram a chamada “Copa Intercontinental”, a disputa entre o campeão sul-americano e o campeão europeu. De 1960 a 1979, esta competição se chamava apenas assim, sendo disputada em jogos de ida-e-volta, ou seja, um na América, outro na Europa. Porém, a partir de 1980, a decisão passou a ser disputada em jogo único no Japão, devido ao patrocínio da fabricante de veículos Toyota. A partir de 2005, após acordo com a FIFA, a entidade passou a organizar o Mundial de Clubes.

Todos podem se considerar campeões mundiais, independente do carimbo da FIFA. Os campeonatos disputados antes de 2000 preenchiam uma lacuna que a FIFA não ocupava. Mas, para efeito de nomenclatura, a situação oficial é a seguinte:

1951 – Palmeiras – Campeão do Torneio Internacional Interclubes (Taça Rio)
1962 e 1963 – Santos – Bicampeão da Copa Intercontinental
1981 – Flamengo – Campeão da Copa Intercontinental
1983 – Grêmio – Campeão da Copa Intercontinental
1992 e 1993 – São Paulo – Bicampeão da Copa Intercontinental
2000 – Corinthians – Campeão do Mundial de Clubes da FIFA
2005 – São Paulo – Campeão do Mundial de Clubes da FIFA
2006 – Internacional – Campeão do Mundial de Clubes da FIFA

Somando-se todas as competições disputadas até hoje, o Milan conquistou quatro títulos (1969, 1989, 1990 e 2007). Portanto, é o maior vencedor de torneios mundiais.

Escrito por Jonas Gonçalves

16/12/2007 em 19:52

Publicado em Esportes

Sobre o “jornalismo Minha Notícia”

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É interessante quando um veículo jornalístico visa aumentar a interação com o público. É a função primordial do jornalismo servir à sociedade. Porém, por questões de marketing, outro conceito se mistura ao de interação: o de “envolvimento”. O leitor (ou telespectador, ou ouvinte) não deve mais ser passivo diante do noticiário. Deve passar a fazer parte da produção deste, criando textos, tirando fotos ou gravando vídeos.

É certo que, em determinadas ocasiões, produções advindas de não-jornalistas auxiliaram decisivamente na cobertura de eventos importantes. O caso mais emblemático é o 11 de setembro de 2001, com os vídeos de vários ângulos mostrando o choque dos aviões com as torres do antigo World Trade Center. Aliás, foi a partir dali que o “jornalismo Minha Notícia” se intensificou. Os veículos enxergaram uma “mina de ouro”: só precisariam pagar (em alguns casos, nem isso) uma quantia muito menor do que o salário de um jornalista por algo que, em alguns casos, pode até se tornar um furo de reportagem.

Escolhi “Minha Notícia” para batizar esse tipo de prática pois este é o nome de uma seção do portal iG, cujo site jornalístico Último Segundo, aliás, é um dos mais importantes da Internet brasileira. Sinceramente, não acho que essa prática possa substituir o trabalho dos jornalistas, como podem acreditar alguns adeptos da idéia de que jornalista não precisa de formação. Precisa sim, e muito. Porém, de nada adianta uma ótima formação se as empresas não valorizarem os profissionais de forma adequada. Um canal como o “Minha Notícia” pode vir a ser interessante e útil para diversificar a cobertura e interagir com o público, mas o alerta que faço é para aqueles que acreditam na substituição do jornalismo “de facto” por este. Pura fantasia. É apenas um recurso que deve ser usado dentro de um limite realista. Nada mais.

Escrito por Jonas Gonçalves

14/12/2007 em 12:13

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