Um pouco sobre a CPMF
A Contribuição Provisória sobre a Movimentação Financeira (CPMF) vem sendo, ao lado da “novela Renan Calheiros”, o principal assunto das manchetes da editoria de Política.
É possível afirmar que a CPMF será prorrogada até 2011. Dessa forma, o “imposto do cheque”, criado em 1996, continua com a tendência de transformar o “P” de “Provisória” em “Permanente”. Os R$ 40 bilhões gerados só em 2007 são considerados imprescindíveis para o equilíbrio orçamentário do Governo Federal, especialmente para o custeio da Saúde Pública.
Mas o embate entre a base governista e a oposição tem sido desgastante. Só rende manchetes para os jornalistas, mas para o País é prejudicial. O “toma lá dá cá” se torna constante. O Senado, tradicionalmente hostil ao Palácio do Planalto, ao contrário da Câmara dos Deputados, pode acabar sendo convencido após a renúncia de Renan à presidência da Casa.
O presidente interino do Senado, Tião Viana (PT-AC), alega que 49 dos 81 senadores são pró-CPMF. Mas a votação no plenário vem sendo adiada, em um jogo duro da oposição. O governo propõe repassar toda a arrecadação para a Saúde, em vez de passar partes para a seguridade social e o Fundo de Combate à Pobreza. Além disso, também promete desonerar as empresas, reduzindo tributos sobre a folha de pagamento de funcionários. São sinais de que o Governo Lula joga pesado para que a CPMF seja prolongada. A tendência é que consiga a aprovação.





