Blog do Jonas Gonçalves

Jornalista MTb 48.872/SP

Archive for Janeiro 2008

Convergência de assuntos

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Após o lançamento da primeira edição do Boletim Informativo, uma das principais manchetes de hoje na mídia representou uma “convergência” de assuntos abordados tanto no boletim como neste blog.

Com o anúncio do presidente dos EUA, George W. Bush, de um “pacote” que pode gerar incentivos de 1% do PIB americano (US$ 145 bilhões), o primeiro tema (“pacotes”) veio à tona, ao lado da situação da economia americana.

Isso mostra que é possível debater diferentes assuntos em um mesmo espaço, já que existe a possibilidade de um terceiro acontecimento reuni-los de uma só vez.

Sobre o pacote, ainda há pouca informação. Mas a idéia central é dar uma “injeção de ânimo”, em pleno ano eleitoral, para que os republicanos não façam feio nas urnas. Dessa forma, fica patente que certas práticas não são comuns apenas no Brasil. Grandes investimentos em anos de eleição, principalmente quando a administração vigente está em um momento de baixa, são normais até mesmo nos países mais desenvolvidos. Porém, há uma grande diferença: a população americana, em geral, não se engana diante das intenções do presidente. Se apenas a ameaça de recessão econômica fosse o problema, o pacote resolveria. Mas a popularidade de Bush está em baixa há um bom tempo devido à invasão no Iraque, que implodiu o regime de Saddam Hussein. Apesar disso, a manutenção exagerada das tropas gerou uma onda de violência sem precedentes e piorou ainda mais a imagem americana no Oriente Médio e em outras partes do mundo.

Melhor para os democratas, que pregam a retirada imediata das tropas do solo iraquiano. Política, em essência, é ter senso de oportunidade para agradar o eleitorado.

Escrito por Jonas Gonçalves

18/01/2008 em 14:19

Crises iminentes

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EUA e Brasil vivem momentos similares na forma (crises), mas muito diferentes no conteúdo. O primeiro vive um período recessivo, de incertezas quanto aos rumos que a economia tomará a partir de 2009, quando um novo presidente assumirá o país. Ao mesmo tempo, há uma ausência de perspectivas para o setor imobiliário estadunidense, já que a aquisição de imóveis, uma das operações mais realizadas nos últimos anos, está praticamente estagnada. Sem uma expressiva parte do giro de sua economia, os EUA vivenciam uma perigosa letargia. Ou seja, evidencia-se uma dependência crônica da economia americana em relação à concessão de crédito e compra de bens. Se as pessoas não estão buscando dinheiro emprestado e nem comprando, empresas e bancos entram no “vermelho”. Foi o que aconteceu com o Citigroup, que anunciou quase US$ 10 bilhões em prejuízos no último trimestre de 2007.

Enquanto isso, o Brasil sofre com a falta de preparo e infra-estrutura para coibir o surto de febre amarela silvestre, a crise no sistema de transporte aéreo e uma ameaça de “apagão” no setor de energia. No caso da doença, a região Centro-Oeste é a mais afetada, porém nas outras vão aparecendo casos. O ministro da Saúde, José Gomes Temporão, já disse que não há risco de epidemia. Porém, a procura pela vacina se intensificou de maneira abrupta, mostrando que para atender a uma demanda emergencial, não existe um plano específico elaborado com antecedência. E o mais grave é apenas uma instituição (Fiocruz) ter condições de preparar a vacina. Se pelo menos mais uma tivesse tal capacidade, o atendimento à população seria mais rápido e eficiente.

A crise na aviação é algo que já se prolonga há quase dois anos, sem uma solução definitiva. Várias medidas foram anunciadas para sanar problemas oriundos dos próprios aeroportos e do sistema de controle do tráfego aéreo. Enquanto isso, resta aos passageiros torcer para que os vôos não sejam cancelados.

A possibilidade de “apagão” é real devido à falta de chuvas em locais onde estão instaladas usinas hidrelétricas. Se o nível de precipitação não aumentar substancialmente em curto prazo, as usinas termoelétricas (movidas a gás natural ou carvão) serão acionadas. Se isso for necessário, já se fala em racionamento de gás, já que não haverá quantidade suficiente para atender as usinas e a demanda para abastecimento de indústrias e veículos.

Como se vê, faltam elementos fundamentais como organização e planejamento. Diferentemente dos EUA, que já se posicionam frente à iminência de uma crise. A simples ameaça de recessão já os coloca em alerta e medidas são tomadas com rapidez. É um país que até mesmo chegou a experimentar a miséria após a quebra da Bolsa de New York, em 1929. Entretanto, conseguiu se reerguer com um trabalho aprofundado de recuperação econômica. Depois da amarga experiência, não apenas adquiriu a resistência a crises, como também sabe antecipar quando estas virão.

Crises são inevitáveis. Só quem sabe prevê-las consegue superá-las. É uma lição que o Brasil já deveria ter aprendido.

Escrito por Jonas Gonçalves

16/01/2008 em 17:23

Publicado em Conjuntura, Economia

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Sexta é dia de boletim

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O Boletim Informativo semanal deste site será inaugurado nesta sexta-feira, dia 18. Clique na seção “Boletim” e cadastre-se já.

Obrigado pela participação.

Escrito por Jonas Gonçalves

15/01/2008 em 02:04

Publicado em Blog

Caucus: road to the White House

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Os estados americanos de Iowa e New Hampshire foram os palcos preliminares da disputa eleitoral americana em 2008. Para escolher os candidatos à Presidência, os partidos Republicano e Democrata realizam uma assembléia (chamada de “caucus”) em cada estado. Nos Estados Unidos, o voto não é obrigatório, mas já é uma tradição participar dessas prévias, já que a movimentação em torno dos principais candidatos é intensa.

Propaganda, discursos, programas de governo e dinheiro, muito dinheiro. Mas o que mais chama a atenção nas campanhas é a participação popular. Alguns candidatos se tornam verdadeiras celebridades, extrapolando o espaço concedido à Política pelos telejornais e demais veículos de comunicação de todo o planeta.

Os democratas Hillary Clinton (senadora por New York e esposa do ex-presidente Bill Clinton) e Barack Obama (senador por Illinois) são os protagonistas de uma disputa que ganha contornos de uma grande batalha. Antes, Hillary era franca favorita a obter uma vantagem expressiva, disparando na frente de outros postulantes. Entretanto, Obama aparece como um fenômeno político-eleitoral mesmo sendo negro em um país conhecido pelo racismo latente do extrato mais conservador da sociedade. Porém, o diploma conquistado em Harvard, a articulação verbal apurada e o momento de ascensão eleitoral credenciam Obama ao patamar de sensação e de ameaça à “toda-poderosa” ex-primeira-dama. Correndo por fora, o senador pela Carolina do Norte, John Edwards, que foi vice na chapa de John Kerry em 2004.

Do lado dos republicanos, candidatos como o senador pelo estado do Arizona, John McCain, e o ex-prefeito de New York, Rudolph Giuliani, são apontados como possíveis vencedores da disputa interna do partido do atual presidente, George Walker Bush. Outros que aparecem com destaque são o ex-governador do Massachusetts, Mitt Romney, e Mike Huckabee, ex-governador do Arizona.

Ao longo do ano, as prévias definirão os dois candidatos que se enfrentarão em novembro nas urnas. Em Iowa, Obama e Huckabee foram os vencedores, enquanto em New Hampshire, Hillary e McCain levaram a melhor. A disputa promete muitas emoções e reviravoltas. Seja qual for o resultado, a tendência é de profundas mudanças em relação às políticas externa, econômica e social, mesmo se o novo presidente for republicano. A mensagem de mudança é a que mais agrada o eleitorado, farto da guerra no Iraque e da recessão econômica iminente da era Bush.

Na foto: (em sentido horário) Hillary Clinton, Barack Obama, John McCain e Rudolph Giuliani

Escrito por Jonas Gonçalves

13/01/2008 em 23:43

Uma novidade

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A partir do texto publicado abaixo, iniciei o uso de “tags”, palavras-chave para identificar o tema abordado no post. Dessa forma, é mais fácil localizar conteúdos relacionados, clicando diretamente na palavra desejada.

Escrito por Jonas Gonçalves

07/01/2008 em 01:21

Publicado em Blog