Blog do Jonas Gonçalves

Jornalista MTb 48.872/SP

Archive for Março 2008

Podcast Nº 4

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Está no ar a quarta edição do podcast, falando sobre privatizações. O impacto negativo entre funcionários públicos não impede que governos tentem privatizar empresas estatais. Entretanto, no caso específico da Companhia Energética de São Paulo (Cesp) o processo, que era dado como certo, fracassou.

Ouça abaixo e opine sobre o assunto.

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Escrito por Jonas Gonçalves

31/03/2008 em 23:31

Boletim Informativo Nº 11

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A décima primeira edição do Boletim Informativo saiu no dia e no horário normais, a fim de manter a periodicidade, excepcionalmente interrompida na semana passada e retomada na corrente, há dois dias. Salvo outra circunstância excepcional, o e-mail será enviado sempre às sextas-feiras, às 9h.

Aproveito para informar que o podcast será retomado somente na próxima segunda-feira. A discussão será em torno de privatizações. A Cesp (Companhia Energética de São Paulo) não foi vendida por falta de garantia das empresas interessadas. É um assunto que vem sendo discutido desde os tempos de FHC, especialmente quando foi privatizado o sistema de telecomunicações.

A série de retomadas se completará na próxima quarta-feira, com a volta do post “Curtas”.

Escrito por Jonas Gonçalves

28/03/2008 em 16:59

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Lamentável

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Paulo Henrique Amorim teve o contrato encerrado e não hospeda mais o seu site, “Conversa Afiada”, no portal iG. Alegando razões decorrentes de uma “limpeza ideológica executada por um certo Sr. K e Caio T. – de Tartufo - Costa”, o jornalista também menciona que está processando, civil e criminalmente, o colunista da Veja Diogo Mainardi. Em solidariedade a Paulo Henrique, Mino Carta encerrou no último dia 19 o seu blog no iG. Tanto um como outro mantêm guerra declarada ao governador de São Paulo, José Serra (assim como a todos os tucanos), Daniel Dantas, “a mídia nativa”, como diz Mino Carta, além dos supracitados Caio T. (é Túlio) e Mainardi. De acordo com Paulo Henrique, foi Serra quem pediu a cabeça dele à Record (de lá o jornalista não foi demitido) e ao iG.

Estas e outras acusações gravíssimas estão no site de Amorim, link que já está ao lado com o mesmo nome (“Conversa Afiada”). O link do Blog do Mino foi retirado, substituído pelo da revista que dirige, CartaCapital.

É lamentável o fim do Blog do Mino. Tomara que resolva retomá-lo, assim como Amorim decidiu manter o Conversa Afiada. Quanto mais conteúdos e pontos de vista diferentes (e diferenciados), mais fontes teremos para nos informar.

Conforme analisei no post Luis Nassif x Veja, há uma disputa tremenda entre grupos na imprensa. No fogo cruzado, os leitores. É também lamentável que o nível da discussão esteja descambando para os insultos há tempos. Divergências ideológicas e políticas se transformam em motivos para o surgimento de processos e insultos, o que leva a uma troca interminável de acusações.

A briga é destrutiva, mas gera revelações importantes. Cabe a quem é leitor discernir e destrinchar as retóricas e ao menos tentar extrair alguma coisa próxima de uma verdade. Missão espinhosa, especialmente quando se deseja ter equilíbrio e isonomia, evitando entrar em uma disputa partidária entre quem deseja a manutenção da estrutura de poder atual (defensores de Lula e do PT) e quem visa uma mudança radical (um retorno ao modelo anterior nos moldes de FHC e PSDB). Pode parecer simplista, mas basicamente é isso.

Lamentável.

Escrito por Jonas Gonçalves

27/03/2008 em 04:58

200 anos de imprensa no Brasil

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A história da imprensa brasileira começou há dois séculos. Em 1808, o jornalista e diplomata Hipólito José da Costa Pereira Furtado de Mendonça transgrediu a proibição da Coroa Portuguesa de editar jornais brasileiros (excetuando-se o Diário Oficial do império, que passou a ser sediado no Brasil). A Corte chegou a então colônia fugindo das tropas francesas de Napoleão Bonaparte. Ao mesmo tempo em que modernizou o Rio de Janeiro e iniciou o processo que levaria a uma inevitável independência do Brasil em relação a Portugal, em 1822, o governo de Dom João VI mantinha uma mentalidade atrasada, proibindo a liberdade de expressão.

Mas isso não impediu Hipólito de, a partir da capital inglesa, Londres, editar o “Correio Braziliense ou Armazém Literário”. Ou seja: o jornalismo impresso nacional começou fora do solo brasileiro como uma iniciativa transgressora. Paradoxal, como a própria História do País.

O jornal, enviado da Inglaterra clandestinamente para o Brasil, foi um importante veículo libertário, que defendia a independência. O “Correio” foi publicado até 1822, ano da proclamação. Deixou de circular em dezembro daquele ano, três meses depois do “Grito do Ipiranga” de Dom Pedro I.

A “Gazeta do Rio de Janeiro” foi o primeiro jornal editado e impresso em solo brasileiro. Era o “Diário Oficial” do Reino Unido de Portugal, Brasil e Algarves. Ela está retratada no topo atual deste site, ao lado de uma máquina de escrever (que por mais de um século foi a principal ferramenta de trabalho dos jornalistas), marcando algumas das imagens importantes deste bicentenário.

Todo aniversário com data ”redonda”, com números como 10, 100 ou 200, remete a uma reflexão. E impele os diretamente envolvidos com o objeto de comemoração a uma retrospectiva.

Atualmente, existem milhares de jornais e revistas pelo Brasil. De iniciativas quixotescas como a de Hipólito José da Costa a grandes conglomerados como os Diários Associados, Abril, Globo, Folha e Estado, a trajetória da imprensa no Brasil merece uma análise apurada. Toda a construção dessa história envolveu grandes personagens. Sem dúvida, é importante destacar a atuação nesses 200 anos de repórteres, editores, diretores de redação, colunistas e donos de publicação como Cláudio Abramo, Mino Carta, Janio de Freitas, Elio Gaspari, Dorrit Harazim, Samuel Wainer, Nelson Rodrigues, Ruy Castro, Otto Lara Resende, Mário Filho, Ruy Mesquita, Otavio Frias Filho, Cásper Líbero, Roberto Marinho, Manoel Francisco do Nascimento Brito, Carlos Castello Branco, Ibrahim Sued, Zózimo Barroso do Amaral, entre tantos outros, vivos e já falecidos. Publicações como O Estado de S.Paulo, Folha de S.Paulo, Veja, O Globo, Jornal do Brasil, IstoÉ, Realidade, O Cruzeiro, Manchete, A Gazeta Esportiva, Correio Braziliense, entre outras, documentaram a História, do Império a República, passando por ditaduras e pela redemocratização.

Ainda há muito a ser feito para que o jornalismo no Brasil atinja o nível que se espera de um país respeitável. Existem muitas deficiências de ordem técnica e estrutural, mas é inegável que há um legado deixado por profissionais que mostraram caminhos a seguir. É necessário também que os jornalistas das novas gerações, como este que escreve, tenham a consciência da importância do que está por vir. Com a revolução tecnológica proporcionada pela informática, especialmente pela Internet, é fundamental que criemos as condições para que o jornalismo se fortaleça, se diversifique e se desenvolva plenamente como atividade profissional. Imprensa não é apenas uma atividade econômica que visa lucro. Precisa ser, antes de tudo, moldada pelo público que tem, por missão, o dever de atender.

Na imagem: reprodução em forma de pintura de Hipólito José da Costa, pioneiro do jornalismo impresso brasileiro independente

Escrito por Jonas Gonçalves

27/03/2008 em 03:27

Boletim Informativo Nº 10

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O Boletim Informativo deste site chegou à décima edição de maneira diferente, um pouco depois do previsto. E logo será sucedido pelo 11º, que estará nos e-mails cadastrados no dia e horário normais (sexta-feira, às 9h).

Escrito por Jonas Gonçalves

26/03/2008 em 12:53

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