
A Comissão Eleitoral Central da Rússia divulgou os resultados das eleições presidenciais no país. A vitória do candidato situacionista Dmitri Anatolevich Medvedev, com 70% dos votos, era mais do que esperada. O candidato apoiado pelo atual presidente, Vladimir Putin, contava com a ampla aprovação ao governo por parte da população.
Entretanto, os dois mandatos de Putin (2000-2004 e 2004-2008) foram marcados por uma política dura contra oposicionistas, restrições à liberdade de expressão e de imprensa, mas também por reformas liberalizantes na estrutura do Estado e uma ascensão econômica, devida em grande parte a alta dos preços do gás natural e do petróleo. A Rússia, por suas dimensões históricas, geográficas e econômicas, é peça importante do tabuleiro internacional. Vem resgatando a importância perdida com o colapso da União Soviética, em 1991. Superou uma forte crise econômica na década de 1990, parece ter atualmente uma economia mais estável, mas ainda precisa resolver algumas questões, como um eventual ingresso na União Européia e outras posições geopolíticas consideradas polêmicas, como o apoio a Sérvia ao não-reconhecimento da independência de Kosovo.
A continuidade das políticas de Putin com Medvedev, que vinha ocupando o cargo de vice primeiro-ministro, é algo dado como certo, principalmente pelo fato de que o atual presidente já foi convidado para assumir o cargo de primeiro-ministro (também chamado de “premiê”). Ou seja, como o regime da Rússia é parlamentarista, no qual o premiê é o chefe do governo e o presidente, chefe de Estado, Putin não abrirá mão de seu poder. Sempre comandou como presidente, deverá ter ainda mais força no Kremlin (palácio do governo russo) como primeiro-ministro.
No maior país do mundo, tudo continuará como sempre: frio e sob as mãos de ferro do ex-agente da KGB (antigo serviço secreto soviético), Vladimir Putin.
Na foto: o novo presidente da Rússia, Dmitri Medvedev (à esq.), que assume no dia 7 de maio, ao lado do atual mandatário, Vladimir Putin, que se tornará premiê





