It’s Time for Obama
Texto-surpresa pós-Boletim Informativo

“É hora de Obama” seria a tradução literal do título deste post. Entretanto, trata-se de um trocadilho com a revista “Time” desta semana, que estampa na capa o senador por Illinois e virtual candidato democrata a Presidência dos EUA neste ano, Barack Obama. “Virtual” por que as primárias do partido ainda não se encerraram. Mas a vantagem de Obama sobre Hillary Clinton, senadora por Nova Iorque, se tornou praticamente irreversível.
O astral reinante na coordenação da campanha de Hillary é o de decepção, já que a ex-primeira-dama começou como favorita e, com o tempo, observou a ascensão daquele que era considerado apenas um novato. Negro, descendente de um queniano, Obama contraria o perfil dito “ideal” pelo estereótipo de eleitor americano, aquele que é conservador, branco, protestante, xenófobo e racista. Mas é bom lembrar que essas são características típicas da maioria dos adeptos do Partido Republicano, representado por John McCain. Entre os democratas, há uma diversidade maior com relação a eleitores e candidatos. Ainda que, por exemplo, Hillary seja considerada “conservadora” em algumas posições, não pode ser alinhada no mesmo campo político do senador pelo Arizona.
O fato irrefutável é o desejo de mudança que boa parte da população americana cultiva. E Obama soube encarnar esse espírito com os slogans “Yes we can” e “Change we can believe in” (“Sim nós podemos” e “Mudança em que nós podemos acreditar”). Apesar das adversidades enfrentadas pelo candidato com as polêmicas declarações de seu ex-”guru”, pastor Jeremiah Wright, Obama parece ter superado o pior momento, tendo rompido relações com o controverso religioso. Agora, a ordem é se manter como o que reúne melhores condições de enfrentar e vencer John McCain nas urnas.
FOTO: Capa da revista americana Time, simbolizando o ótimo momento de Obama na corrida democrata





