Archive for Junho 2008
Boletim Informativo Nº 24
Com atraso de um dia, visando a preparação do novo videocast, este Boletim chega na tarde desta segunda, às 17h. O videocast nº 1 virá logo mais.
A lógica do mercado

Pesquisando na Internet a origem do mais novo boato que agita o mercado jornalístico, a suposta compra do Grupo Estado pelas Organizações Globo (via Infoglobo, braço do conglomerado que controla as publicações jornalísticas), descobri por meio do blog Arena Pública o site do jornalista Giba Um, que publicou em sua coluna eletrônica de ontem (dia 26) a seguinte nota:
Estadão vendido
Confirmando notas que já vinham sendo dadas pela coluna, nas últimas horas o jornal O Estado de S.Paulo e demais veículos do grupo já teriam sido vendidos para o grupo Globo, do Rio de Janeiro. Cada um, dos seis principais integrantes da família Mesquita receberiam R$ 90 milhões e o grupo Estado teria se comprometido a deixar o passivo trabalhista zerado (as demissões já começaram, a partir dos jornalistas mais veteranos e de maiores salários). Antes, o grupo Estado conversou com os grupos Folha e Abril: não quer ser acusado de monopólio e enfrentar uma guerra. O Jornal da Tarde seria fechado para não conflitar com o Diário de S.Paulo . E um detalhe: há meses, Ricardo Gandour, que dirigia o Diário de S.Paulo transferiu-se para o Estadão.
As assessorias de ambos os conglomerados negam a informação.
Creio ser prudente aguardar confirmações oficiais. Mas, ainda que não tenha sido confirmada oficialmente, a suposta aquisição já vale uma análise. Caso venha realmente a ocorrer, trata-se de uma expressiva transformação do mercado que redundaria, provalmente, em uma série de demissões. Só pela possibilidade de o Jornal da Tarde ser fechado apenas para não conflitar com o Diário de S.Paulo, já significaria uma grande baixa no número de empregos do jornalismo, que já não é dos melhores. Ao mesmo tempo, haveria perda de qualidade, pois o JT é uma publicação muito melhor elaborada do que o DSP em todos os aspectos. E, não menos importante, seria uma perda irreparável, pois o JT é parte da história do jornalismo brasileiro há mais de 40 anos.
Quando um grupo adquire outro, o comprado tende a ser “enxugado”, restando apenas os segmentos que forem considerados estratégicos para o comprador. As Organizações Globo gostariam de ter um jornal que competisse com a Folha de S.Paulo, especialmente na capital paulista. Adquirir o principal concorrente é um passo lógico nesse sentido, donde a manutenção do Estadão ser o mais plausível.
Particularmente, não creio que essa aquisição seria benéfica para os leitores. Ainda que seja algo corriqueiro em se tratando da dinâmica mercadológica, a importância do Grupo Estado, em especial do jornal O Estado de S.Paulo, faz com que seja preocupante a sua eventual venda. Demonstra que o jornalismo permanece sendo difícil como negócio. Se há crise em países desenvolvidos, com grande consumo de informações, devido às mudanças impostas pela Internet, imagine no Brasil, com apenas uma minoria que compra, lê e discute o que o jornalismo divulga (leia-se “vende”).
O Grupo Estado alega estar muito bem de situação financeira, descartando assim a possibilidade da venda. Mas se é verdade, qual é o motivo das demissões?
Dizem que o jornal diário tende a morrer justamente pela procura cada vez maior pela Internet. Discordo. O jornal só morrerá se não houver leitores. E o que mais se discute em eventos do setor como congressos é: “como atrair mais leitores?”. Só há um caminho: busca incessante pela qualidade. Isso se estamos falando de jornais considerados “sérios”, como o próprio Estadão, a Folha de S.Paulo, o Jornal do Brasil etc. Outros, mesmo atendendo diferentes públicos, podem se adaptar ao perfil específico dos que os lêem sem utilizar recursos condenáveis como o sensacionalismo.
Soluções que poderiam ser consideradas radicais por muitos, mas que poderiam funcionar, seriam duas: integração total com a Internet (abertura irrestrita de conteúdos do site, a exemplo do que o The New York Times faz) e a mudança de finalidade: de veículo noticioso, o jornal passaria a ser investigativo, composto apenas por reportagens. As notícias, informações sobre fatos “quentes” (que aconteceram recentemente), ficariam a cargo da Internet, que pode veiculá-las em tempo real, atendendo a lógica atual do mercado.
Essa divisão em duas diferentes redações (“jornal analítico e investigativo” e “site noticioso em tempo real”) é um alinhamento inevitável e algo que já ocorre por exemplo, com Folha e Estadão. Os que resistirem, sofrerão. Não é possível manter uma indústria cara como a jornalística com vendas em queda. O site pode gerar muitos recursos por meio de anúncios publicitários, utilizando ferramentas cada vez mais desenvolvidas do webdesign multimídia. Ou seja, é possível sair ganhando, desde que se faça algo diferenciado.
É preciso aproveitar as potencialidades que surgem em profusão na atualidade. Lutar contra elas é perder espaço de forma praticamente irreversível, haja vista a concorrência existente.
Download de videocasts
A exemplo do que ocorre com os podcasts, também é possível baixar qualquer videocast que for colocado na seção correspondente, no formato AVI.
Boletim Informativo Nº 23
Maior do que o habitual, o Boletim 23 traz como principal novidade a nova seção “Videocast”, mas também destaca os mais recentes textos.
Boa semana a todos.
Videocast
Uma nova seção e uma surpresa para os que visitam este site.
Com a chegada de um novo equipamento, a câmera digital Olympus X-845, foi possível inaugurar a tão sonhada seção “Videocast” (acessível também pelo menu acima), muito antes do que eu poderia imaginar. Ao mesmo tempo, também é inaugurado o meu canal no YouTube (link direto clicando aqui).
Confiram o resultado da estréia, absolutamente informal.





