Archive for Julho 2008
Novo texto no Portfolio
Acrescentei mais um texto ao Portfolio. Por ordem cronológica, ele fica por último, nos textos feitos para o site Portal da Propaganda, vinculado a revista About. Foi um trabalho realizado no lançamento da rede de fast-food Burger King no Brasil, em novembro de 2004. Estive na inauguração da primeira unidade, no Shopping Ibirapuera, em São Paulo. O trabalho foi colocado na seção “TV Portal” do site. Além do texto, há também um vídeo que mostra o comercial de TV feito na época pela MPM Propaganda.
Bola da Foca
Continuando a minha peregrinação via Google, encontro mais um site que possui link para o meu, um blog de jornalistas iniciantes, o “Bola da Foca” (link ao lado, à direita). Um esforço conjunto de jovens que, em seus posts, demonstram a inevitável renovação que está por vir. As redações precisam de sangue novo. Ainda não sou um veterano, mas pela experiência que acumulei até agora, vejo estudantes e recém-formados como potenciais transformadores da profissão no futuro, dentro de 5 ou 10 anos.
Sim, pois o que antes poderia demorar décadas para acontecer, hoje pode ocorrer em alguns anos. A velocidade das transformações é tão alta, em especial no jornalismo feito pela Internet, que não há muito tempo para se refletir. É cada vez mais visível que estudantes, recém-formados ou que, como eu, já possuem experiência no ramo, procurem a web para expor suas idéias e trabalhos.
O “Bola da Foca”, assim como outros, é prova disso. É um esforço conjunto, que une várias cabeças. E, mantendo um espírito coletivo, está aberto a novos colaboradores. O trabalho em equipe no jornalismo é fundamental. Fortalece qualquer proposta, mantendo uma base sólida. Meu site é produto de um esforço individual, mas conta com a participação de outros por meio de comentários neste blog. Afinal, como já escrevi em outros posts, não se trata apenas de um site para exibir meus trabalhos e meu currículo. Criei este espaço de interação, no qual posso escrever textos analíticos e, ao mesmo tempo, opinativos. Acrescentei outras ferramentas usadas em larga escala na atualidade (RSS, podcast, videocast etc.) para que se tornasse um laboratório de experiências, visando a consolidação de uma central de projetos jornalísticos. E é com o uso do RSS que o link para este site no “Bola da Foca” é mantido, sempre destacando o mais recente texto publicado aqui.
Pela disseminação que está tendo, vejo que o potencial de crescimento é cada vez mais uma realidade. Gostaria de agradecer ao pessoal do “Bola da Foca” pela divulgação. Também aproveito para divulgá-los aqui, a fim de disseminar esse espírito de colaboração que deve permear as relações entre jornalistas, novatos e veteranos, além dos “nem tão novos e nem tão velhos” como eu.
Torre de Babel
A história bíblica conta que a Torre de Babel era uma obra audaciosa dos seres humanos, que queriam chegar até o Céu. Para impedir o sucesso da empreitada, Deus teria semeado a confusão, determinando que cada um dos construtores falasse uma língua diferente e não pudessem se comunicar. Dessa forma, a obra foi inviabilizada e o projeto fracassou.
Na história oficial, Babel era uma cidade-estado, capital do Império da Babilônia, um importante centro político e econômico que recebia pessoas de diversos lugares e, portanto, possuia diversidade étnica e lingüística.
Religião à parte, o que conta para os que acompanham as relações internacionais é o fato de que a “Torre de Babel” ainda persiste, simbolizada pelas fracassadas negociações da chamada “Rodada Doha”. Porém, o problema não é a diferença entre os idiomas. O entrave se dá pela diferença de interesses.
Doha é a capital do Qatar (pronuncia-se “Catar”), um país do Oriente Médio. Em 2001, na cidade de Doha, representantes dos países que integram a OMC (Organização Mundial do Comércio) iniciaram uma rodada de negociações para definir novas diretrizes para o comércio internacional. A idéia principal é facilitar as transações, desburocratizando e diminuindo tarifas aduaneiras de caráter protecionista, tanto para produtos agrícolas quanto para os derivados dos setores de comércio, serviços e indústria. Estima-se que um acordo global injetaria US$ 100 bilhões na economia mundial.
Mesmo depois de sete anos, as negociações não avançaram. Os países, divididos em grupos (ricos, emergentes e pobres, basicamente), mantêm viva a história da Torre de Babel, não falando a mesma língua. A confusão se dá pelo conflito de interesses. Os países ricos não aceitam diminuir (muito menor cortar) subsídios a produção de seus agricultores, o que dificulta a competitividade dos produtos que vem de países pobres e emergentes. Subsidiada, a produção agrícola dos países ricos fica mais barata para o consumo, deixando os produtos importados mais caros (os valores aumentam também pelas tarifas cobradas pelos governos) e, portanto, menos competitivos.
Estados Unidos e União Européia, pelos mais desenvolvidos, e o grupo denominado BRIC (Brasil, Rússia, Índia e China), pelos emergentes, protagonizam os principais conflitos. A Argentina, importante produtora de alimentos, está mais do que nunca inserida nas negociações, devido a crise mundial da produção de alimentos. Com riscos de desabastecimento, os países produtores não exportam, temendo não atender às respectivas demandas internas. Com a diminuição da oferta, os preços para quem importa aumentam.
Falando em Argentina, o governo da presidente Cristina Kirchner sofreu recentemente um revés no Senado, que rejeitou aumento de impostos sobre as exportações agrícolas. O país tenta resolver problemas econômicos como a inflação, que está em alta.
Com o fracasso da Rodada Doha, o Brasil perderá oportunidades de aumento significativo de suas exportações. Um acordo dessa natureza, multilateral, abriria mercados não apenas para o país, mas também para o Mercosul (que une Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai). E é justamente a integração ainda não consolidada do bloco que impede o Brasil de buscar a outra saída, acordos bilaterais (apenas entre um país e outro), como fazem México e Chile com os EUA.
Há alguns anos, falava-se em uma Área de Livre Comércio das Américas (ALCA), que reuniria todos os países do continente (excetuando-se Cuba, pelo embargo econômico imposto pelos EUA). A idéia não vingou devido às enormes diferenças entre os países. Se mesmo a União Européia, considerada um modelo de integração e com uma história de mais de 50 anos, ainda não se acertou (é só lembrar que a moeda comum, o euro, não é adotada por todos os países-membros, como a Inglaterra), acordos mais recentes, como o Mercosul (criado em 1995), encontram-se com problemas ainda maiores para resolver. Quando as integrações regionais estiverem consolidadas, talvez um acordo multilateral que envolva o planeta fique mais próximo. Enquanto os interesses particulares estiverem acima dos coletivos, nenhuma Rodada, seja de Doha ou de qualquer outro lugar, conseguirá ser bem sucedida.
FOTO: A Torre de Babel, pintura de Pieter Brueghel
Boletim Informativo Nº 28
Sem firulas, delongas ou adiamentos, chega às 9h deste domingo o 28º Boletim, com um formato praticamente consolidado dividido por seções: DIVULGAÇÃO, PODCAST, ENQUETE etc.
Até a próxima semana. Um grande abraço.
Unidade
O “Jornal dos Jornalistas”, o “Unidade”, editado pelo Sindicato dos Jornalistas Profissionais no Estado de São Paulo, publicou na edição deste mês (nº 309), na seção “Moagem” (atualidades sobre o mercado), uma nota falando a respeito deste site.
Gostaria de manifestar mais uma vez meu agradecimento a Eduardo Ribeiro, que coordena a seção e também o informativo “Jornalistas & Cia.”, o qual também já veiculou uma nota similar à descrita acima.
Em “Divulgação”, no menu à esquerda, link “Unidade”, é possível visualizar, em PDF, uma reprodução da página 12 do jornal, na qual saiu a nota publicada, na categoria “Internet”. Esta é apenas uma representação provisória. Assim que esta edição do “Unidade” estiver disponível no site do Sindicato em PDF, alterarei o link.





