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Debate da EPTV marca etapa decisiva da campanha

com 2 comentários

Este texto será publicado amanhã na Folha da Cidade. Para a próxima semana, programei um podcast e também um videocast para analisar a última etapa da campanha. Chegou a hora da verdade nas Eleições 2008. Fique conectado. 

A reta final da campanha dos candidatos a Prefeitura de Araraquara chegou. Com o debate realizado na manhã de sábado (27) pela EPTV, em São Carlos, o ciclo das maiores chances de exposição na mídia se esgotou. Resta aos postulantes o Horário Eleitoral Gratuito (que termina no dia 2) e, principalmente, a campanha corpo-a-corpo nas ruas da cidade.

No último encontro na TV, cinco dos seis candidatos compareceram. Apenas Eraldo Strumiello (PSTU) não foi convidado pela emissora, devido ao fato de seu partido não possuir representação na Câmara dos Deputados, o que dá a quem promove o debate a opção de convidar ou não o candidato, de acordo com a resolução 22.718/08 do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Como forma de compensação, Eraldo firmou um acordo com a EPTV, pelo qual concedeu uma entrevista de seis minutos ao “Jornal Regional 1ª Edição” na sexta-feira (26).

O DEBATE - A EPTV promoveu uma mudança no formato do debate, que teve cerca de uma hora de duração, acrescentando um bloco (foram quatro). No primeiro, os candidatos puderam responder (cada um teve 30 segundos) a uma pergunta da produção do debate: “Qual é o maior desafio a ser enfrentado em uma eventual administração?”.

O primeiro a responder, de acordo com a disposição dos candidatos nas bancadas, foi Pedro Tedde (PSDB). O tucano voltou a defender “austeridade” na administração, cortando cargos comissionados a fim de garantir mais recursos para as diversas áreas. Em seguida, José Eduardo Oliveira “Vermelho” (PSOL) ressaltou a importância da transparência na gestão pública.

Edna Martins (PT) reiterou a postura de defesa do atual projeto de governo e sua continuidade para os próximos anos, valorizando o apoio do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Já Marcelo Barbieri (PMDB) aproveitou para levantar mais uma vez a bandeira de sua campanha, a saúde. Finalmente, Waldemar De Santi (PP) disse que é necessário “moralizar as finanças” do município, incluindo o pagamento a fornecedores.

PERGUNTAS - No 2º e 3º blocos, os candidatos a prefeito fizeram perguntas entre si. A diferença é que, enquanto no 2º o mediador sorteou quem iria perguntar e responder, no 3º foram sorteados apenas os que fariam a questão, cabendo ao candidato que perguntava escolher quem iria dar a resposta.

O enfrentamento de idéias foi entremeado por algumas trocas de gentilezas. Entretanto, a tônica do debate foi aproveitar o tempo restrito (30 segundos para pergunta, 1 minuto e 30 segundos para resposta, 30 segundos para réplica e tréplica) para marcar as diferentes posições. Barbieri, De Santi e Edna protagonizaram os principais embates. Os dois primeiros não perderam a oportunidade de fazer críticas a atual gestão, enquanto Edna se esforçou para defendê-la.

O peemedebista e a petista expuseram seus antagonismos, já declarados no Horário Eleitoral, acirrados ainda mais pelas pesquisas de opinião que os colocam nas primeiras posições. Barbieri chegou a ironizar, dizendo para a candidata “não ficar nervosa”. O candidato defende uma “alternância de poder” na cidade após oito anos de governo do PT. Edna retrucou dizendo que a cidade precisa continuar tendo “boas relações” com o governo federal, o que Barbieri também diz possuir. “O PMDB faz parte da base aliada tanto do governo Lula quanto do governo Serra”, afirmou.

Tedde e Vermelho também elegeram a administração Edinho Silva (PT) como alvo preferencial. Os principais pontos atacados por todos os candidatos de oposição foram a saúde, a gestão pública dos investimentos e as obras em andamento na cidade, classificadas como “eleitoreiras”.

De Santi e Barbieri, por exemplo, questionaram os R$ 200 milhões em investimentos do governo federal ressaltados na propaganda de Edna. “O que não é divulgado é o fato de que, desses R$ 200 milhões, R$ 146 milhões foram só para um projeto, a retirada dos trilhos”, indicou Barbieri a De Santi, que complementou: “onde está todo esse dinheiro?”. O ex-prefeito também questionou o valor, que considerou “muito alto”, do total aplicado nas obras do novo contorno ferroviário.

OTIMISMO - Todos os candidatos demonstraram confiança em bons resultados nas urnas no dia 5 de outubro. Após o debate, Edna Martins diz que “há muito trabalho por fazer na última semana”, referindo-se aos compromissos restantes. Ela confia na vitória. “Quero fazer com que Araraquara seja uma só, sem desigualdades”, garantiu a candidata.

Waldemar De Santi cravou: “acho que já ganhamos a eleição”. O ex-prefeito acredita que voltará a Prefeitura pela quarta vez, pois “o povo já conhece o jeito que administro”.

Marcelo Barbieri atestou que acredita na vitória. “Respeito todos os candidatos, mas neste momento me sinto o mais preparado para ser o prefeito de Araraquara. Estou mais maduro e experiente”. E o peemedebista já deu início a agenda da última semana de campanha, com caminhada realizada ainda ontem na rua Nove de Julho (rua 2), passando pelo Bulevar do Comércio com seu vice, Valter Merlos (DEM), e o deputado federal Dimas Ramalho (PPS).

Pedro Tedde reiterou que, se for eleito, terá “força política” junto ao governador Serra para atrair investimentos para a cidade. Para Vermelho, “a última semana será de mobilização da militância, com forte campanha nas ruas. Sinto que estamos crescendo nessa reta final”, avaliou o candidato.

FOTOS: MICHELE RAMPANI/FOLHA DA CIDADE
ARTE: MOACIR SILBERSCHMIDT/FOLHA DA CIDADE

2 Respostas

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  1. A verdade é única.. no debate só deu De Santi
    E a Edna ficou perdidinha nas perguntas…
    Já o Marcelo não soube nem responder quando falaram sobre a aposentadoria…

    m4uss

    29/09/2008 em 13:36

  2. Olá, m4uss. Obrigado pelo comentário.

    Um abraço.

    Jonas Gonçalves

    29/09/2008 em 18:08


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