Voto antecipado
Com o objetivo de evitar intermináveis filas e confusões no dia da eleição (4 de novembro), 32 dos 50 estados americanos iniciaram antecipadamente o processo eleitoral. Nos EUA, cada unidade federativa tem autonomia suficiente até mesmo para escolher como será a cédula eleitoral de papel, ainda utilizada por lá. Urnas eletrônicas (diferentes das brasileiras) são usadas em alguns lugares, mas ainda existem dificuldades em termos de confiabilidade e segurança.
Reportagens vêm mostrando como é o processo eleitoral americano. Para quem está acostumado com a organização e eficiência do Brasil, os EUA são extremamente confusos. Em Ohio, por exemplo, a cédula eleitoral está mais para um grande questionário, com seis páginas, em que o eleitor precisa fazer outras escolhas, além do candidato a presidente. Os eleitores também deverão escolher os novos membros da Câmara dos Representantes – equivalente à Câmara dos Deputados no Brasil – novos senadores (um terço do Senado poderá ser renovado) e 11 estados escolherão novos governadores. Engana-se quem pensa que Barack Obama e John McCain são os únicos postulantes ao cargo. Vários outros candidatos, com campanhas bem mais modestas e com pouquíssima exposição na mídia americana e de outros países, também estão concorrendo, a exemplo do independente (sem partido) Ralph Nader.
Estimativas apontam que 15 milhões de eleitores já votaram. Grandes filas se formam a todo instante nas zonas eleitorais e alguns acabam até desistindo depois de horas de espera. O voto nos EUA não é obrigatório, mas o nível de participação política sempre é intenso. Pesquisa divulgada pelo Centro de Pesquisas Pew nesta semana aponta que Barack Obama está na frente entre os que já votaram, com 52% dos votos, bem a frente de John McCain, que teria atingido a marca de 34%.
Por ser uma eleição indireta, nos EUA são escolhidos delegados que representarão a vontade do povo de cada estado no Colégio Eleitoral. Quando um candidato é escolhido pela maioria dos eleitores de um estado (por exemplo, Ohio), ele vence e terá os delegados, que votarão nele no Colégio Eleitoral. Cada estado tem um número determinado de delegados. A Califórnia (estado mais populoso, com 36 milhões de habitantes) tem 55 delegados. Ou seja, o candidato que obtiver a maioria dos votos populares californianos terá 55 votos favoráveis no Colégio Eleitoral. No total, são 538 delegados. Para se atingir a maioria, é preciso obter 270 votos.







[...] Voto antecipado Com o objetivo de evitar intermináveis filas e confusões no dia da eleição (4 de novembro), 32 dos 50 estados americanos iniciaram antecipadamente o processo eleitoral. Nos EUA, cada unidade federativa tem autonomia suficiente até mesmo para escolher como será a cédula eleitoral de papel, ainda utilizada por lá. Urnas eletrônicas (diferentes das brasileiras) são usadas em alguns lugares, mas ainda existem dificuldades em termos de confiabilidade e segurança. Reportagens vêm mostrando como é o processo eleitoral americano. Para quem está acostumado com a organização e eficiência do Brasil, os EUA são extremamente confusos. Em Ohio, por exemplo, a cédula eleitoral está mais para um grande questionário, com seis páginas, em que o eleitor precisa fazer outras escolhas, além do candidato a presidente. Engana-se quem pensa que Barack Obama e John McCain são os únicos postulantes ao cargo. Vários outros candidatos, com campanhas bem mais modestas e com pouquíssima exposição na mídia americana e de outros países, também estão concorrendo, a exemplo do independente (sem partido) Ralph Nader. Estimativas apontam que 15 milhões de eleitores já votaram. Grandes filas se formam a todo instante nas zonas eleitorais e alguns acabam até desistindo depois de horas de espera. O voto nos EUA não é obrigatório, mas [...] [...]
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31/10/2008 em 18:45