Blog do Jonas Gonçalves

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Pacotes salvadores

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A China anunciou um pacote de US$ 586 bilhões para minimizar os efeitos da crise, o que deixa os mercados mais tranquilos. Há pouco tempo, tanto os EUA quanto a União Européia também divulgaram uma série de medidas para garantir a estabilidade do sistema financeiro.

Em termos gerais, os governos realizam uma grande intervenção, especialmente em bancos e seguradoras, os mais atingidos pelas perdas. Os que concederam crédito mesmo àqueles que apresentavam uma alta taxa de inadimplência, um investimento de altíssimo risco, não obtiveram o retorno esperado e amargaram prejuízos de milhões de dólares. Consequentemente, o mercado imobiliário (dependente contumaz da concessão de crédito) desabou nos EUA, já que a compra e venda de imóveis ficou paralisada. A reação em cadeia foi tão forte que fez muitas empresas apresentarem balanços negativos, o que levou a desvalorizações nas bolsas de valores. E, se os EUA vão mal, o planeta sente o impacto. As exportações para lá diminuem e, temendo uma recessão geral, as empresas de outros países cortam investimentos. Dessa forma, não há crescimento e as incertezas tomam conta.

A fim de reativar suas economias, os países chegam ao ponto de comprar ações de empresas em dificuldades, uma espécie de “estatização” da iniciativa privada. É uma “injeção de ânimo” para que o consumo volte e toda a cadeia da economia funcione novamente. Porém, como disse o presidente eleito dos EUA, Barack Obama, “não será fácil sairmos do buraco”.

Talvez mais do que em qualquer outra época, nunca o mundo controlado pelo mercado esteve tanto nas mãos dos governos.

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Escrito por Jonas Gonçalves

10/11/2008 às 12:43

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