O Grande Prêmio Brasil de Fórmula 1 teve, como de praxe, emocionantes recordações, como os tempos de Emerson Fittipaldi, que pilotou novamente a Lotus 72, o carro de seu primeiro título mundial. Houve também a recorrente lembrança de Ayrton Senna, intensificada pela presença no grid de seu sobrinho, Bruno, ainda que correndo pela fraquíssima Hispania. Porém, o público brasileiro viu a intensificação da disputa pelo título de 2010. Sebastian Vettel venceu, seguido por seu companheiro de Red Bull, o australiano Mark Webber. Os dois “touros vermelhos” foram seguidos de perto pelo “toureiro”, o espanhol Fernando Alonso, ainda líder e dependendo apenas de si para ser tricampeão.
Foi uma corrida com alguns lances de disputa interessantes, mas nada que ofuscasse o confronto pelo título. Todos ficaram esperando por algum evento imponderável, que mudasse todo o rumo da história, a exemplo do que ocorreu na Coreia do Sul. Nada aconteceu, no entanto. Vettel fez uma excelente largada, deixando o pole Nico Hulkenberg, da Williams, para trás. Webber o seguiu e assim a corrida ganhou os contornos esperados. Na pontuação: Alonso tem 246, Webber 238 e Vettel 231. Lewis Hamilton, da McLaren, que terminou em quarto na corrida, também ocupa a mesma colocação no campeonato, com 222 e remotíssimas chances de ser bicampeão.
Que venha Abu Dhabi e a decisão que todos aguardam desde o início do ano. Será que os touros atropelarão o experiente toureiro e disputarão entre si o campeonato de pilotos, já que o de construtores é da Red Bull (469 pontos, contra 421 da McLaren e 389 da Ferrari)? Ou será que o “Príncipe das Astúrias”, como também é conhecido, irá fazer com que a sua técnica apurada prevaleça? Assim como as muletas usadas em arenas para atrair os animais, a cor de seu carro é vermelha. Ironias da Fórmula 1.
