O título acima (“Parabéns, Campeão Vettel!” em alemão) é uma homenagem ao vencedor do Mundial de Fórmula 1 de 2010: o alemão Sebastian Vettel, de apenas 23 anos. O novo “Kaiser” da principal categoria do automobilismo venceu o Grande Prêmio de Abu Dhabi, disputado no circuito de Yas Marina, nos Emirados Árabes Unidos, e se tornou o mais jovem a conquistar o feito, superando Lewis Hamilton, campeão em 2008, que hoje foi o segundo colocado, seguido pelo seu companheiro de McLaren, o campeão de 2009, Jenson Button.
Os outros concorrentes ao título, Mark Webber (Red Bull), Fernando Alonso (Ferrari) e o próprio Hamilton não conseguiram sequer ameaçar a vitória do alemão. Webber e Alonso não conseguiram ser bem sucedidos em suas estratégias de pit-stop, pois ficaram presos no tráfego. O espanhol ficou revoltado com o russo Vitaly Petrov, da Renault, que não deu espaço para ultrapassagens. A pista de Abu Dhabi, assim como várias outras projetadas nos últimos anos pelo alemão Hermann Tilke, praticamente não possui trechos para ultrapassar, o que beneficia especialmente o pole position, como foi o caso de Vettel desta vez. E em uma disputa de título, esse fator ganha um caráter ainda mais decisivo do que o normal.
Webber decepcionou, pareceu fraquejar na reta final, enquanto Vettel teve forças para vencer as duas últimas provas e mostrar que não está para brincadeiras na Fórmula 1. Veio para ser campeão. E, certamente, o título deste ano foi apenas o primeiro, o princípio de uma brilhante carreira, assim como foi a de um certo compatriota heptacampeão. E a vitória do jovem Sebastian também foi a vitória da esportividade sobre o lamentável “jogo de equipe” exaustivamente repetido pela Ferrari. Alonso foi traído pelo excesso de confiança. Não acreditou que a política da Red Bull seria suficiente para garantir o título a um de seus pilotos, poderia até atrapalhá-los. Felizmente, ele estava enganado. Vettel terminou com 256 pontos, quatro a mais do que Alonso. Webber completou o pódio do campeonato, com 242.
Com o fim da temporada, muitas mudanças deverão ocorrer, como é de praxe. Além dos pneus, que passarão a ser os da Pirelli, as equipes passarão por alterações. Enquanto umas correm o risco de serem extintas, outras já começaram a se mexer. O circo da Fórmula 1 não para. Até 2011!
