O dia em que encontrei Paul McCartney

21 de novembro de 2010.

Um dia que entrou para a História e também um marco definitivo em minha vida.

Assisti a um show do meu maior ídolo musical e, mais do que isso, pude sentir a magia que as suas canções emanam. E esse poder ultrapassa qualquer limite de etnia, cor, credo, origem… faz uma pessoa mais velha chorar de saudades e uma mais nova se comover com o impacto do ritmo, da harmonia e do entrosamento perfeito entre músicos que dão a Paul McCartney o suporte necessário para, aos 68 anos, ainda ser o músico mais importante que o mundo já conheceu.

Só pelo fato de ter sido um dos Beatles, o inglês de Liverpool já teria o seu lugar cativo na mitologia do rock. Mas, ele foi além, muito além. Quarenta anos depois do fim da banda mais revolucionária de todos os tempos, ele continua no topo. Ignora a passagem do tempo enquanto está em cima do palco. São três horas de adrenalina, viagem no tempo e, é claro, muitas surpresas. Das explosões em “Live And Let Die” até a simplicidade profunda da inesquecível “Yesterday”, ele faz com que todos fiquem paralisados diante de tanto talento. Voz impecável, presença de palco, carisma, bom humor, Paul é um multi-instrumentista acostumado a tocar para platéias de todos os tipos e tamanhos. Da Inglaterra a Ucrânia, da França a Israel, da Rússia até a Argentina, ele já esteve em praticamente todos os países importantes do mundo.

Só escrevo agora sobre o show no estádio do Morumbi, em São Paulo, o primeiro de dois na capital paulista que integraram a “Up And Coming Tour”, pois tive muitas dificuldades em expressar todo o meu sentimento. Acredito que isso seja realmente impossível, mas o pouco que consegui está aqui. Porém, mais do que qualquer imagem, ver e ouvir é o mais próximo que se pode chegar dessa sensação sobrenatural ou, como disse o meu amigo Victor Caparica, que foi ao show da segunda-feira, dia 22 de novembro, da “intervenção cósmica”.

Mesmo que Paul nunca mais volte para o Brasil, ele deixou uma marca definitiva nos corações de todos os beatlemaníacos que puderam vê-lo em 1990, no Maracanã, em 1993, no Pacaembu e, agora, em 2010, no Morumbi. As imagens nunca mais se apagarão. Sua música, então, ultrapassará ainda mais gerações e chegará, intacta, aos ouvidos de quem sequer jamais chegará perto de vê-lo ao vivo e a cores. Felizmente, tive esse privilégio.

Thank you very much Paul! You’re the best!

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