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Barack Obama será o 44º presidente dos EUA

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O candidato democrata Barack Obama foi declarado vitorioso por volta das 2h da manhã (horário de Brasília) pelas projeções das emissoras de TV norte-americanas, como a CNN. John McCain discursou em Phoenix, no Arizona, e reconheceu a vitória do adversário, ressaltando suas qualidades, especialmente o fato de ter conseguido emplacar o discurso de esperança ao povo americano. Desejou sorte e sucesso para a retomada de bons rumos do país.

Obama fez o discurso da vitória em Chicago, Illinois, no Grant Park, para um público estimado em cerca de 1 milhão de pessoas. Dedicou a vitória aos eleitores, elogiou toda a sua equipe de campanha e diz que é preciso se preparar para os enormes desafios que vêm pela frente.

O presidente eleito, primeiro negro a obter o feito na história do país, também falou sobre as expectativas para o futuro, visando mostrar que os EUA ainda estão vivos e lutarão para reverter os problemas decorrentes da atual crise financeira. Após o discurso, o vice-presidente eleito, o senador por Delaware Joe Biden, e as respectivas mulheres dos eleitos, Michelle Obama e Jill Biden, subiram ao palco para festejar o resultado.

Escrito por Jonas Gonçalves

05/11/2008 em 02:22

Enquete e apuração

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Na enquete promovida por Plano Político, Barack Obama teve 16 votos e John McCain 3, sinalizando o mesmo que diversas pesquisas de opinião já realizadas nos EUA e em outros países apontam: a vitória do democrata e o anseio por mudanças em relação ao governo de George W. Bush.

APURAÇÃO – Com a apuração dos votos, é possível analisar o panorama eleitoral americano. Confira os dados levantados (entre parênteses o número de delegados do estado no Colégio Eleitoral):

Barack Obama - vitórias nos estados de Washington (11), Oregon (7), Califórnia (55), Nevada (5), Colorado (9), Novo México (5), Minnesota (10), Iowa (7), Wisconsin (10), Michigan (17), Illinois (21), Indiana (11), Ohio (20), Pensilvânia (21), Virgínia (13), Distrito de Columbia (3), Maryland (10), Delaware (3), Nova Jersey (15), Nova York (31), Connecticut (7), Rhode Island (3), Massachusetts (12), Vermont (3), New Hampshire (4), Maine (4), Carolina do Norte (15), Flórida (27) e Havaí (4).
TOTAL: 364 delegados

John McCain - vitórias nos estados de Idaho (4), Montana (3), Wyoming (3), Utah (5), Arizona (10), Dakota do Norte (3), Dakota do Sul (3), Nebraska (5), Kansas (6), Oklahoma (7), Texas (34), Louisiana (9), Arkansas (6), Missouri (11), Mississipi (6), Tennessee (11), Kentucky (8), Virgínia Ocidental (5), Alabama (9), Geórgia (15), Carolina do Sul (8) e Alasca (3).
TOTAL: 174 delegados

É importante ressaltar que são necessários, no mínimo, 270 dos 538 votos possíveis no Colégio Eleitoral para que um candidato seja declarado vencedor.

Nas eleições para o Senado e a Câmara dos Representantes, os democratas tiveram ampla vitória, com o aumento de 6 cadeiras na bancada de senadores (chegou a 57) e na de representantes (indo a 255). Os republicanos tiveram queda nas duas casas do Legislativo: perderam 6 no Senado (caindo para 40) e 19 na Câmara (a bancada foi reduzida a 174 representantes).

Escrito por Jonas Gonçalves

04/11/2008 em 23:53

Enquete – Eleições americanas

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Entre os principais candidatos a presidência dos EUA, qual deve ser eleito? Vote e manifeste a sua opinião.

Resultado final: Barack Obama (16) x John McCain (3)
Total: 19 votos

Escrito por Jonas Gonçalves

31/10/2008 em 14:24

Voto antecipado

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Com o objetivo de evitar intermináveis filas e confusões no dia da eleição (4 de novembro), 32 dos 50 estados americanos iniciaram antecipadamente o processo eleitoral. Nos EUA, cada unidade federativa tem autonomia suficiente até mesmo para escolher como será a cédula eleitoral de papel, ainda utilizada por lá. Urnas eletrônicas (diferentes das brasileiras) são usadas em alguns lugares, mas ainda existem dificuldades em termos de confiabilidade e segurança.

Reportagens vêm mostrando como é o processo eleitoral americano. Para quem está acostumado com a organização e eficiência do Brasil, os EUA são extremamente confusos. Em Ohio, por exemplo, a cédula eleitoral está mais para um grande questionário, com seis páginas, em que o eleitor precisa fazer outras escolhas, além do candidato a presidente. Os eleitores também deverão escolher os novos membros da Câmara dos Representantes – equivalente à Câmara dos Deputados no Brasil – novos senadores (um terço do Senado poderá ser renovado) e 11 estados escolherão novos governadores. Engana-se quem pensa que Barack Obama e John McCain são os únicos postulantes ao cargo. Vários outros candidatos, com campanhas bem mais modestas e com pouquíssima exposição na mídia americana e de outros países, também estão concorrendo, a exemplo do independente (sem partido) Ralph Nader.

Estimativas apontam que 15 milhões de eleitores já votaram. Grandes filas se formam a todo instante nas zonas eleitorais e alguns acabam até desistindo depois de horas de espera. O voto nos EUA não é obrigatório, mas o nível de participação política sempre é intenso. Pesquisa divulgada pelo Centro de Pesquisas Pew nesta semana aponta que Barack Obama está na frente entre os que já votaram, com 52% dos votos, bem a frente de John McCain, que teria atingido a marca de 34%.

Por ser uma eleição indireta, nos EUA são escolhidos delegados que representarão a vontade do povo de cada estado no Colégio Eleitoral. Quando um candidato é escolhido pela maioria dos eleitores de um estado (por exemplo, Ohio), ele vence e terá os delegados, que votarão nele no Colégio Eleitoral. Cada estado tem um número determinado de delegados. A Califórnia (estado mais populoso, com 36 milhões de habitantes) tem 55 delegados. Ou seja, o candidato que obtiver a maioria dos votos populares californianos terá 55 votos favoráveis no Colégio Eleitoral. No total, são 538 delegados. Para se atingir a maioria, é preciso obter 270 votos.

Escrito por Jonas Gonçalves

31/10/2008 em 14:09

Breves considerações

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*Em visita ao 25º Salão do Automóvel de São Paulo, nesta quarta-feira (29), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse que não é necessário “entrar em uma crise psicológica” devido a atual crise econômica internacional.

>> É fato consumado que a crise afeta o mundo todo. Obviamente, o Brasil não é o epicentro do problema (são os EUA). Entretanto, o sinal de alerta é muito claro: quem gasta demais e depois não tem como pagar a conta, entra em crise profunda. Em geral, o brasileiro se deixa levar facilmente por uma onda de consumismo, como aconteceu diversas vezes. A título de exemplo, a euforia do Plano Cruzado, em 1986. Deu no que deu: hiperinflação e recessão. A economia precisa do consumo para se manter. Mas tudo que é demais faz mal. Os estadunidenses consumiram e compraram muito. Agora, pagam o preço. A dica para o mundo é: consumir sim, mas com responsabilidade.

*A Câmara dos Deputados aprovou o texto-base que cria o Fundo Soberano Brasileiro (FSB), que tem por objetivo auxiliar empresas em períodos difíceis da economia.

Foram cerca de 10 horas de votação. Os deputados de oposição querem fazer alterações, o que mantém o projeto em tramitação na Casa. Somente depois que todos os destaques forem aprovados será possível encaminhar o projeto para a avaliação do Senado. O FSB contaria com 0,5% do PIB (R$ 14,2 bilhões). O DEM e o PSDB criticam a iniciativa, alegando que o Brasil não teria condições de sustentar um fundo dessa natureza. De fato, seria muito arriscado manter uma poupança para emprestar dinheiro a empresas com crise de liquidez, que não conseguem obter mais crédito a fim de fazer exportações, por exemplo, no contexto atual de crise. O governo alega que o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) poderia realizar parte dos empréstimos. Nesse caso, o FSB seria algo redundante, pois o mais lógico seria repassar os recursos diretamente ao banco estatal, que tradicionalmente realiza empréstimos a empresas.

*Em um comercial de meia hora que já é considerado o mais caro da história dos EUA (US$ 6 milhões), o candidato democrata a presidência, Barack Obama, declarou que irá promover “a volta do sonho americano”.

>> A retórica do “american dream” é tudo o que os estadunidenses querem ouvir neste momento de turbulência e incertezas. Até algum tempo atrás, eles compravam casas com crédito muito fácil, iam às compras com voracidade e passavam o cartão de crédito sem se preocuparem com o amanhã. Quando este chegou, cobrou as despesas. Sem fundos, a população da maior potência global se vê em uma encruzilhada, ainda mais em um ano eleitoral. Obama aparece com a mensagem da esperança, enquanto McCain prega que teria mais experiência para lidar com a crise e devolver aos EUA o rumo perdido com o desastrado governo de seu companheiro republicano, George W. Bush. Todas as pesquisas indicam que Obama sairá vencedor do pleito de 4 de novembro. Mas McCain não entrega os pontos e ataca o oponente com virulência, acusando-o de quebrar a promessa de que só utilizaria o financiamento público para sua campanha.