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Sobre o lobby

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A palavra Lobby tem origem inglesa e significa salão, hall, corredor. Segundo alguns estudiosos, o fato de várias articulações políticas acontecerem nas ante-salas (lobby) de hotéis e congressos, fez nascer a expressão “lobbying” (lobismo) para designar as tentativas de influenciar decisões importantes tomadas pelo poder público, sobretudo aquelas relacionadas a questões legislativas, de acordo com interesses privados de alguns grupos ou setores inteiros da sociedade.Enquanto nos Estados Unidos o lóbi é uma atividade considerada como parte do processo político, ser lobista é uma profissão reconhecida e a atividade em si é regulamentada por leis. Em outros países como o Brasil, a atividade é informal e não regulamentada, o que pode dar margem a interpretações de corrupção.

Fonte: Wikipédia

No mais recente texto publicado na seção Artigos, o presidente da Federação das Indústrias do Estado do Acre (FIEAC), João Francisco Salomão, defende a regularização do lobby no Brasil, a exemplo do que ocorre nos EUA.

Escrito por Jonas Gonçalves

07/04/2009 em 01:34

Breves considerações

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*Em visita ao 25º Salão do Automóvel de São Paulo, nesta quarta-feira (29), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse que não é necessário “entrar em uma crise psicológica” devido a atual crise econômica internacional.

>> É fato consumado que a crise afeta o mundo todo. Obviamente, o Brasil não é o epicentro do problema (são os EUA). Entretanto, o sinal de alerta é muito claro: quem gasta demais e depois não tem como pagar a conta, entra em crise profunda. Em geral, o brasileiro se deixa levar facilmente por uma onda de consumismo, como aconteceu diversas vezes. A título de exemplo, a euforia do Plano Cruzado, em 1986. Deu no que deu: hiperinflação e recessão. A economia precisa do consumo para se manter. Mas tudo que é demais faz mal. Os estadunidenses consumiram e compraram muito. Agora, pagam o preço. A dica para o mundo é: consumir sim, mas com responsabilidade.

*A Câmara dos Deputados aprovou o texto-base que cria o Fundo Soberano Brasileiro (FSB), que tem por objetivo auxiliar empresas em períodos difíceis da economia.

Foram cerca de 10 horas de votação. Os deputados de oposição querem fazer alterações, o que mantém o projeto em tramitação na Casa. Somente depois que todos os destaques forem aprovados será possível encaminhar o projeto para a avaliação do Senado. O FSB contaria com 0,5% do PIB (R$ 14,2 bilhões). O DEM e o PSDB criticam a iniciativa, alegando que o Brasil não teria condições de sustentar um fundo dessa natureza. De fato, seria muito arriscado manter uma poupança para emprestar dinheiro a empresas com crise de liquidez, que não conseguem obter mais crédito a fim de fazer exportações, por exemplo, no contexto atual de crise. O governo alega que o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) poderia realizar parte dos empréstimos. Nesse caso, o FSB seria algo redundante, pois o mais lógico seria repassar os recursos diretamente ao banco estatal, que tradicionalmente realiza empréstimos a empresas.

*Em um comercial de meia hora que já é considerado o mais caro da história dos EUA (US$ 6 milhões), o candidato democrata a presidência, Barack Obama, declarou que irá promover “a volta do sonho americano”.

>> A retórica do “american dream” é tudo o que os estadunidenses querem ouvir neste momento de turbulência e incertezas. Até algum tempo atrás, eles compravam casas com crédito muito fácil, iam às compras com voracidade e passavam o cartão de crédito sem se preocuparem com o amanhã. Quando este chegou, cobrou as despesas. Sem fundos, a população da maior potência global se vê em uma encruzilhada, ainda mais em um ano eleitoral. Obama aparece com a mensagem da esperança, enquanto McCain prega que teria mais experiência para lidar com a crise e devolver aos EUA o rumo perdido com o desastrado governo de seu companheiro republicano, George W. Bush. Todas as pesquisas indicam que Obama sairá vencedor do pleito de 4 de novembro. Mas McCain não entrega os pontos e ataca o oponente com virulência, acusando-o de quebrar a promessa de que só utilizaria o financiamento público para sua campanha.

Torre de Babel

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A história bíblica conta que a Torre de Babel era uma obra audaciosa dos seres humanos, que queriam chegar até o Céu. Para impedir o sucesso da empreitada, Deus teria semeado a confusão, determinando que cada um dos construtores falasse uma língua diferente e não pudessem se comunicar. Dessa forma, a obra foi inviabilizada e o projeto fracassou.

Na história oficial, Babel era uma cidade-estado, capital do Império da Babilônia, um importante centro político e econômico que recebia pessoas de diversos lugares e, portanto, possuia diversidade étnica e lingüística.

Religião à parte, o que conta para os que acompanham as relações internacionais é o fato de que a “Torre de Babel” ainda persiste, simbolizada pelas fracassadas negociações da chamada “Rodada Doha”. Porém, o problema não é a diferença entre os idiomas. O entrave se dá pela diferença de interesses.

Doha é a capital do Qatar (pronuncia-se “Catar”), um país do Oriente Médio. Em 2001, na cidade de Doha, representantes dos países que integram a OMC (Organização Mundial do Comércio) iniciaram uma rodada de negociações para definir novas diretrizes para o comércio internacional. A idéia principal é facilitar as transações, desburocratizando e diminuindo tarifas aduaneiras de caráter protecionista, tanto para produtos agrícolas quanto para os derivados dos setores de comércio, serviços e indústria. Estima-se que um acordo global injetaria US$ 100 bilhões na economia mundial.

Mesmo depois de sete anos, as negociações não avançaram. Os países, divididos em grupos (ricos, emergentes e pobres, basicamente), mantêm viva a história da Torre de Babel, não falando a mesma língua. A confusão se dá pelo conflito de interesses. Os países ricos não aceitam diminuir (muito menor cortar) subsídios a produção de seus agricultores, o que dificulta a competitividade dos produtos que vem de países pobres e emergentes. Subsidiada, a produção agrícola dos países ricos fica mais barata para o consumo, deixando os produtos importados mais caros (os valores aumentam também pelas tarifas cobradas pelos governos) e, portanto, menos competitivos.

Estados Unidos e União Européia, pelos mais desenvolvidos, e o grupo denominado BRIC (Brasil, Rússia, Índia e China), pelos emergentes, protagonizam os principais conflitos. A Argentina, importante produtora de alimentos, está mais do que nunca inserida nas negociações, devido a crise mundial da produção de alimentos. Com riscos de desabastecimento, os países produtores não exportam, temendo não atender às respectivas demandas internas. Com a diminuição da oferta, os preços para quem importa aumentam.

Falando em Argentina, o governo da presidente Cristina Kirchner sofreu recentemente um revés no Senado, que rejeitou aumento de impostos sobre as exportações agrícolas. O país tenta resolver problemas econômicos como a inflação, que está em alta.

Com o fracasso da Rodada Doha, o Brasil perderá oportunidades de aumento significativo de suas exportações. Um acordo dessa natureza, multilateral, abriria mercados não apenas para o país, mas também para o Mercosul (que une Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai). E é justamente a integração ainda não consolidada do bloco que impede o Brasil de buscar a outra saída, acordos bilaterais (apenas entre um país e outro), como fazem México e Chile com os EUA.

Há alguns anos, falava-se em uma Área de Livre Comércio das Américas (ALCA), que reuniria todos os países do continente (excetuando-se Cuba, pelo embargo econômico imposto pelos EUA). A idéia não vingou devido às enormes diferenças entre os países. Se mesmo a União Européia, considerada um modelo de integração e com uma história de mais de 50 anos, ainda não se acertou (é só lembrar que a moeda comum, o euro, não é adotada por todos os países-membros, como a Inglaterra), acordos mais recentes, como o Mercosul (criado em 1995), encontram-se com problemas ainda maiores para resolver. Quando as integrações regionais estiverem consolidadas, talvez um acordo multilateral que envolva o planeta fique mais próximo. Enquanto os interesses particulares estiverem acima dos coletivos, nenhuma Rodada, seja de Doha ou de qualquer outro lugar, conseguirá ser bem sucedida.

FOTO: A Torre de Babel, pintura de Pieter Brueghel

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Escrito por Jonas Gonçalves

10/06/2008 em 02:37

Publicado em Blog

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Reunião histórica

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A posse do novo presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Gilmar Mendes, promoveu um inédito encontro entre o atual presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, e três dos quatro ex-presidentes ainda vivos: Fernando Henrique Cardoso, Fernando Collor de Mello e José Sarney. A exceção foi Itamar Franco.

CRÉDITO DA FOTO: ANDRÉ DUSEK/AGÊNCIA ESTADO

Escrito por Jonas Gonçalves

23/04/2008 em 23:44