Blog do Jonas Gonçalves

Jornalista MTb 48.872/SP

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Resultado da enquete

sem comentários

Foi necessário antecipar o fechamento da enquete, pois houve uma divulgação não-autorizada em comentário postado neste site na noite de ontem, o qual apaguei.

O responsável pelo ato indevido já foi devidamente notificado. Ele não se explicou pela divulgação sem autorização das informações. Preferiu mais uma vez o caminho do insulto. Por desespero e fanatismo cultivado por um dos candidatos a prefeito, esta pessoa cometeu um ato condenável, o qual repudio totalmente.

Abaixo, seguem os resultados da enquete, agora divulgados de forma oficial.

Em quem você vai votar para prefeito de Araraquara?

Waldemar De Santi (PP)
42,39% (206 votos)

Marcelo Barbieri (PMDB)
27,37% (133 votos)

Edna Martins (PT)
19,55% (95 votos)

Pedro Tedde (PSDB)
6,38% (31 votos)

Vermelho (PSOL)
3,29% (16 votos)

Eraldo Strumiello (PSTU)
1,03% (5 votos)

Total: 486 votos

É importante ressaltar que este levantamento foi feito de maneira informal, não se constituindo em uma pesquisa eleitoral. É uma amostragem entre os que visitaram o site.

Escrito por Jonas Gonçalves

05/10/2008 em 16:44

Debate da EPTV marca etapa decisiva da campanha

com 2 comentários

Este texto será publicado amanhã na Folha da Cidade. Para a próxima semana, programei um podcast e também um videocast para analisar a última etapa da campanha. Chegou a hora da verdade nas Eleições 2008. Fique conectado. 

A reta final da campanha dos candidatos a Prefeitura de Araraquara chegou. Com o debate realizado na manhã de sábado (27) pela EPTV, em São Carlos, o ciclo das maiores chances de exposição na mídia se esgotou. Resta aos postulantes o Horário Eleitoral Gratuito (que termina no dia 2) e, principalmente, a campanha corpo-a-corpo nas ruas da cidade.

No último encontro na TV, cinco dos seis candidatos compareceram. Apenas Eraldo Strumiello (PSTU) não foi convidado pela emissora, devido ao fato de seu partido não possuir representação na Câmara dos Deputados, o que dá a quem promove o debate a opção de convidar ou não o candidato, de acordo com a resolução 22.718/08 do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Como forma de compensação, Eraldo firmou um acordo com a EPTV, pelo qual concedeu uma entrevista de seis minutos ao “Jornal Regional 1ª Edição” na sexta-feira (26).

O DEBATE - A EPTV promoveu uma mudança no formato do debate, que teve cerca de uma hora de duração, acrescentando um bloco (foram quatro). No primeiro, os candidatos puderam responder (cada um teve 30 segundos) a uma pergunta da produção do debate: “Qual é o maior desafio a ser enfrentado em uma eventual administração?”.

O primeiro a responder, de acordo com a disposição dos candidatos nas bancadas, foi Pedro Tedde (PSDB). O tucano voltou a defender “austeridade” na administração, cortando cargos comissionados a fim de garantir mais recursos para as diversas áreas. Em seguida, José Eduardo Oliveira “Vermelho” (PSOL) ressaltou a importância da transparência na gestão pública.

Edna Martins (PT) reiterou a postura de defesa do atual projeto de governo e sua continuidade para os próximos anos, valorizando o apoio do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Já Marcelo Barbieri (PMDB) aproveitou para levantar mais uma vez a bandeira de sua campanha, a saúde. Finalmente, Waldemar De Santi (PP) disse que é necessário “moralizar as finanças” do município, incluindo o pagamento a fornecedores.

PERGUNTAS - No 2º e 3º blocos, os candidatos a prefeito fizeram perguntas entre si. A diferença é que, enquanto no 2º o mediador sorteou quem iria perguntar e responder, no 3º foram sorteados apenas os que fariam a questão, cabendo ao candidato que perguntava escolher quem iria dar a resposta.

O enfrentamento de idéias foi entremeado por algumas trocas de gentilezas. Entretanto, a tônica do debate foi aproveitar o tempo restrito (30 segundos para pergunta, 1 minuto e 30 segundos para resposta, 30 segundos para réplica e tréplica) para marcar as diferentes posições. Barbieri, De Santi e Edna protagonizaram os principais embates. Os dois primeiros não perderam a oportunidade de fazer críticas a atual gestão, enquanto Edna se esforçou para defendê-la.

O peemedebista e a petista expuseram seus antagonismos, já declarados no Horário Eleitoral, acirrados ainda mais pelas pesquisas de opinião que os colocam nas primeiras posições. Barbieri chegou a ironizar, dizendo para a candidata “não ficar nervosa”. O candidato defende uma “alternância de poder” na cidade após oito anos de governo do PT. Edna retrucou dizendo que a cidade precisa continuar tendo “boas relações” com o governo federal, o que Barbieri também diz possuir. “O PMDB faz parte da base aliada tanto do governo Lula quanto do governo Serra”, afirmou.

Tedde e Vermelho também elegeram a administração Edinho Silva (PT) como alvo preferencial. Os principais pontos atacados por todos os candidatos de oposição foram a saúde, a gestão pública dos investimentos e as obras em andamento na cidade, classificadas como “eleitoreiras”.

De Santi e Barbieri, por exemplo, questionaram os R$ 200 milhões em investimentos do governo federal ressaltados na propaganda de Edna. “O que não é divulgado é o fato de que, desses R$ 200 milhões, R$ 146 milhões foram só para um projeto, a retirada dos trilhos”, indicou Barbieri a De Santi, que complementou: “onde está todo esse dinheiro?”. O ex-prefeito também questionou o valor, que considerou “muito alto”, do total aplicado nas obras do novo contorno ferroviário.

OTIMISMO - Todos os candidatos demonstraram confiança em bons resultados nas urnas no dia 5 de outubro. Após o debate, Edna Martins diz que “há muito trabalho por fazer na última semana”, referindo-se aos compromissos restantes. Ela confia na vitória. “Quero fazer com que Araraquara seja uma só, sem desigualdades”, garantiu a candidata.

Waldemar De Santi cravou: “acho que já ganhamos a eleição”. O ex-prefeito acredita que voltará a Prefeitura pela quarta vez, pois “o povo já conhece o jeito que administro”.

Marcelo Barbieri atestou que acredita na vitória. “Respeito todos os candidatos, mas neste momento me sinto o mais preparado para ser o prefeito de Araraquara. Estou mais maduro e experiente”. E o peemedebista já deu início a agenda da última semana de campanha, com caminhada realizada ainda ontem na rua Nove de Julho (rua 2), passando pelo Bulevar do Comércio com seu vice, Valter Merlos (DEM), e o deputado federal Dimas Ramalho (PPS).

Pedro Tedde reiterou que, se for eleito, terá “força política” junto ao governador Serra para atrair investimentos para a cidade. Para Vermelho, “a última semana será de mobilização da militância, com forte campanha nas ruas. Sinto que estamos crescendo nessa reta final”, avaliou o candidato.

FOTOS: MICHELE RAMPANI/FOLHA DA CIDADE
ARTE: MOACIR SILBERSCHMIDT/FOLHA DA CIDADE

Último debate reúne cinco dos seis candidatos a prefeito

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Este texto também será publicado na edição de amanhã da Folha da Cidade.

O candidato do PSTU a Prefeitura de Araraquara, Eraldo Strumiello, não estará presente no debate que acontece hoje, a partir das 8h, na EPTV, em São Carlos. A emissora, que retransmite a programação da Rede Globo na região, não o convidou, respaldada pelos artigos 22 e 23 da resolução 22.718/08 do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que desobriga o convite ao candidato cujo partido não tiver representação na Câmara dos Deputados.

Os demais candidatos estarão presentes: Marcelo Barbieri (PMDB), da Coligação Azul; Edna Martins (PT), da Coligação Frente Popular Araraquara Não Pode Parar; Waldemar De Santi (PP), da Coligação Experiência, Honestidade e Competência; Pedro Tedde (PSDB) e José Eduardo Oliveira “Vermelho” (PSOL).

A fim de compensar a ausência no debate, Strumiello concedeu nesta sexta-feira (26) uma entrevista de seis minutos ao “Jornal Regional 1ª Edição”, na qual pôde falar sobre algumas de suas idéias, como a expectativa de que a atual crise econômica internacional, envolvendo os EUA, deverá ter reflexos no Brasil.

MAIS CURTO - O debate da EPTV não seguirá algumas das regras tradicionalmente adotadas. O encontro terá duração de apenas 50 minutos (ao contrário do que ocorre em outros debates, que chegam a ter 2 horas de duração).

Serão três blocos (dois para perguntas entre os candidatos e um para as considerações finais de cada um), diferentemente dos cinco adotados, por exemplo, no debate da Rede Record, realizado no último dia 21, em Ribeirão Preto. Portanto, não haverá um bloco inicial para explanações de planos de governo nem outro para sorteio de perguntas da produção do debate.

Escrito por Jonas Gonçalves

26/09/2008 em 17:29

Podcast Nº 3 – Debates

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Conforme prometido, aqui está o podcast falando a respeito do debate da Rede Record. E a idéia é fazer mais para a cobertura do encontro dos candidatos a prefeito na Rede Globo (EPTV), no próximo sábado. Não percam.

Download [MP3]

Escrito por Jonas Gonçalves

25/09/2008 em 01:46

Debate intensifica conflitos e acirra reta final

com 15 comentários

Reproduzo abaixo texto que também será publicado na edição de amanhã da Folha da Cidade.

Os candidatos a prefeito de Araraquara se encontraram pela primeira vez na televisão, em debate promovido neste domingo (21) pela retransmissora regional da Rede Record, sediada em Ribeirão Preto. O encontro foi o primeiro que reuniu todos os seis postulantes ao cargo, fazendo com que o evento ganhasse um caráter decisivo.

O debate mostrou que a reta final da eleição deve ter um forte conflito entre as candidaturas de Marcelo Barbieri (PMDB) e Edna Martins (PT), que buscam polarizar as atenções devido aos resultados obtidos em pesquisas de intenção de voto. Entretanto, os demais candidatos também tiveram importante participação.

O ex-prefeito Waldemar De Santi (PP), que pela primeira vez compareceu a um encontro com os outros candidatos, demonstrou serenidade nas suas considerações. Não buscou conflitar planos de governo. Priorizou a enumeração de obras realizadas em suas administrações e críticas ao modo como a gestão Edinho Silva administra a cidade. De Santi também se apoiou na própria experiência, pois afirmou que “o povo já conhece” o seu modo de administrar.

O candidato Pedro Tedde (PSDB) repetiu a estratégia adotada no debate da Rádio Cultura, realizado no último dia 16, ao buscar o conflito com Marcelo Barbieri. Contudo, diferentemente do encontro na rádio, o peemedebista não quis contemporizar e questionou as intenções do tucano, dizendo que ele parecia querer “ajudar o PT”, referindo-se a Edna Martins, sua principal concorrente nas pesquisas de opinião.

Outro ponto de conflito entre Barbieri e Tedde foi a disputa pelo apoio do governador José Serra. Enquanto o candidato do PSDB se disse alvo da “inveja dos adversários” pelo fato de Serra ser do mesmo partido e, portanto, um aliado, o candidato do PMDB aproveitou para alfinetar o adversário, afirmando que “Serra quer apoiar um candidato com chances reais de vencer a eleição”, uma clara referência aos baixos índices de intenção de voto obtidos por Tedde até o momento (manteve entre 2 e 3%, só tendo no máximo 6,5% na pesquisa do Instituto Brasmarket, encomendada pela própria Record).

ESQUERDA - José Eduardo Oliveira “Vermelho” (PSOL) e Eraldo Strumiello (PSTU) se aliaram no debate para questionar os demais candidatos, classificando-os como “financiados pelo grande empresariado, que depois cobrará favores de quem for eleito”. Eraldo chegou a dizer que Pedro Tedde é um dos empresários que mais doam dinheiro para campanhas políticas, como a do deputado federal Dimas Ramalho. A produção do debate concedeu direito de resposta a Tedde, que admitiu ter doado dinheiro, mas nunca visando interesses. “Minha construtora nunca fez nenhum trabalho para a Prefeitura”, afirmou o tucano.

Os dois também aproveitaram para pressionar Edna, devido ao fato de ela ser a candidata da situação. Diversas críticas a administração Edinho Silva e ao PT foram feitas pelos candidatos considerados “de esquerda” neste processo eleitoral.

Edna também foi seguidamente criticada por Vermelho e Eraldo pelo fato de ser a presidente da Câmara Municipal. Tanto o candidato do PSOL quanto o do PSTU fizeram críticas a gastos do Poder Legislativo municipal. Outro ponto abordado mais de uma vez foi o tratamento dispensado aos servidores municipais da Prefeitura durante a greve destes ocorrida neste ano. Segundo Eraldo, Edna teria “virado as costas” para o funcionalismo. A petista negou todas as acusações e fez questão de reafirmar o compromisso de administrar a cidade “em parceria com os servidores, ouvindo suas reivindicações”.

Edna também reiterou a postura de assumir a responsabilidade de continuar o que foi feito nos últimos oito anos. “Esta eleição é uma disputa de projetos políticos”, ressaltou a candidata, que chamou a atenção para o fato de ser apoiada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Seu principal adversário, Marcelo Barbieri, endossou a polarização, visando assumir a condição de candidato que poderá promover uma alternância de poder, tendo tanto o apoio de Lula como o de Serra. “Não tenho nada contra o Edinho, mas acredito que o PT já deu a sua contribuição nestes últimos oito anos. É hora de mudar”, disse.

FOTO: Debate foi realizado no estúdio da Record em Ribeirão Preto (CRÉDITO: Jéssica Lima)