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Notas Eleitorais II
::: No Horário Eleitoral Gratuito exibido hoje na TV aberta, os candidatos a vereador de São Carlos apareceram na EPTV, enquanto os de Ribeirão Preto no SBT e os de São Paulo na Rede Cultura. A Record News é a única que exibe os candidatos de Araraquara. As demais emissoras (com exceção da Rede TV!, que vem seguindo com sua programação normal), permaneceram com o aviso “Horário reservado para a Propaganda Eleitoral Gratuita”. A exibição do horário político de outras cidades foi liberada pela Justiça Eleitoral.
::: A ex-senadora Heloísa Helena (PSOL), candidata a Presidência em 2006, apareceu na propaganda do partido, pedindo votos para os candidatos a vereador que apóiam Vermelho para prefeito. Ela, aliás, é candidata a vereadora em Maceió (AL).
CQC
O programa “CQC” (Custe o Que Custar), exibido às segundas-feiras (a partir das 22h15) e aos sábados (às 20h15) na Band, é a principal novidade da TV brasileira em 2008. Originário do programa argentino Caiga Quien Caiga, trata-se de uma atração cujo mote é promover um “jornalismo humorístico”, com humor ácido e, ao mesmo tempo, refinado. Temas importantes são abordados, especialmente a política. Versões também são exibidas no Chile, na Espanha e na Itália.
Não se trata de um humor anárquico e escrachado como o realizado pelo ”Pânico na TV” (RedeTV!). Liderada pelo jornalista, ator, apresentador e diretor de TV Marcelo Tas (cujo blog é um dos mais acessados na Internet – link disponível aqui e também na lista à direita), a equipe dos Homens de Preto (assim chamados pela indumentária similar a dos protagonistas do filme Men In Black - calça, terno e gravata pretos, camisa branca e óculos escuros) pergunta, questiona e incomoda como a mosca “mascote-símbolo” da atração.
Em tempos supostamente democráticos, um programa assim não sofreria censura. Contudo, o CQC chegou a ser proibido de realizar uma série de reportagens que já havia iniciado no Congresso Nacional. A Secretaria de Comunicação (Secom) da Câmara dos Deputados havia expedido uma autorização para que o CQC gravasse ali durante um mês. Mas o acesso foi impedido depois de apenas dois dias. Pelo veto, a trupe se tornou objeto de reportagem da revista “Imprensa” (para ler parte da matéria, clique aqui – a versão integral está disponível somente na revista impressa).
Uma das razões alegadas para o impedimento é o fato de que o CQC não seria um programa “jornalístico”, mas sim “humorístico”, o que denota uma tentativa de se tirar a credibilidade da atração. O fato é que a equipe possui jornalistas, como o próprio Tas (veja detalhes sobre os integrantes abaixo). E o trabalho realizado é de natureza jornalística, apesar do humor presente na linha editorial. A trupe realiza um importante trabalho de questionamento, ao perguntar de forma ousada sobre assuntos considerados “tabus”. Muitos jornalistas receiam desagradar seus entrevistados, com medo de perdê-los. Já o CQC, sem compromisso com preservação de fontes, não tem medo, pois pretende obter esclarecimentos e, ao mesmo tempo, fazer rir de fatos inusitados e de difícil assimilação no cotidiano. A meta é demonstrar, via humor e irreverência, a sociedade brasileira. Ao fazerem isso com inteligência, tornam a iniciativa válida, a exemplo do que o próprio Tas fazia na década de 1980, com seu personagem mais famoso na TV, o repórter Ernesto Varela.
Ao lado de Tas, o ator e jornalista Rafinha Bastos, destaque da “stand-up comedy” (“comédia de cara-limpa” – apresentações solo com séries de tiradas humorísticas inteligentes) apresenta o programa no estúdio. Completa o trio de âncoras Marco Luque (ator, integrante do grupo Terça Insana). Os repórteres são (além de Rafinha) Danilo Gentilli (comediante stand-up, publicitário, escritor e cartunista), Felipe Andreoli (jornalista), Rafael Cortez (ator, músico e jornalista) e Oscar Filho (ator e humorista).
Pela proposta do programa, os repórteres se infiltram muitas vezes em eventos ou apuram fatos a fim de realizar entrevistas com perguntas indiscretas. O propósito é marcadamente fazer o público rir, mas quando são censurados (o que quase sempre acontece), a reação é feita por meio de uma crítica mordaz, buscando ressaltar a restrição à liberdade de expressão e também de acesso a autoridades e celebridades.
Enquanto isso, os apresentadores promovem a esculhambação verbal no estúdio, condenando de maneira sarcástica as restrições impostas aos repórteres. O quadro “Proteste Já” abre espaço para reivindicações de pessoas comuns, como uma tribuna aberta a quem quer expor a indignação com os políticos, por exemplo.
Em suma, é de programas assim que a TV aberta brasileira precisa. O jornalismo dito “sério” está devendo, e muito, especialmente o televisivo. Há pobreza de pautas, profissionais tecnicamente limitados e falta de inovações no telejornalismo. Formatos que já acumulam décadas de existência se perpetuam. Quando surge algo novo, que é acima de tudo inovador, não só é louvável, como também é muito útil para, como escreveu uma vez Arnaldo Jabor, ”acabar com essa vida de otário que todos levamos”.
FOTO: Trupe do CQC em sua tradicional pose sarcástica
Videocast Nº 1
Agora é para valer. A primeira edição oficial do videocast deste site é a gravação da música “A Letra A”, apresentada no show de Nando Reis & Os Infernais no SESC Araraquara, realizado no dia 27 de junho.
A idéia é sempre gravar algo interessante quando for possível. Não é a minha idéia aparecer no vídeo, a não ser que isso seja absolutamente necessário.
Nando Reis, ex-Titãs, demonstra que consegue sustentar muito bem a sua carreira-solo, com sucessos como “O Segundo Sol”, “Relicário”, “Do Seu Lado”, entre outros hits que ficaram famosos com Cássia Eller ou Jota Quest, por exemplo. Já era compositor e vocalista ocasional nos Titãs, com “Os Cegos do Castelo”, “Marvin”, entre outros grandes sucessos. Com o passar dos anos, mostra que é capaz de entreter muito bem as platéias sem precisar ser apenas o baixista de uma grande banda.
O som não está dos melhores, visto que houve muita interferência com o som da platéia. Porém, é possível demonstrar o quanto pode ser interessante (e difícil) a vida de um “vídeo-repórter”.
Também tirei fotos. A que ficou com melhor definição segue abaixo.
Espero que gostem do vídeo. Um grande abraço.
Paul McCartney, 66

FOTO >> Paul McCartney, com seu famoso baixo Höfner, “estilo violino”, em uma de suas apresentações
Neste dia 18 de junho, completa 66 anos de idade o mais completo músico de todos os tempos, Sir James Paul McCartney.
Fosse apenas um dos integrantes dos Beatles, Paul McCartney já teria o suficiente para estar entre os maiores e mais importantes, pela influência que a banda mais aclamada da História exerceu sobre todas as gerações. Entretanto, ele foi além.
De 1962 a 1970, sua vida foi o quarteto formado na cidade inglesa de Liverpool. A história é mais do que conhecida, revista e revisada em incontáveis documentários e livros, incluindo os oficiais da série “Anthology”. Mas, depois da dissolução do conjunto, Paul não parou. Os outros, John Lennon, George Harrison e Ringo Starr, também não.
Mas ninguém esperava que ele sobrevivesse de maneira tão impressionante ao pós-Beatles. A comparação do que fizesse dali por diante com sua obra na banda poderia ser massacrante. E foi. Tanto que, até hoje, existem os radicais que o diminuem, dizendo que “se não fosse pelos Beatles, não teria o sucesso que tem”.
Certamente, os Beatles possuem papel preponderante na dimensão de sua fama. Mas Paul foi o que se saiu melhor depois do fim. Formou outra banda, os Wings, fez turnês, gravou alguns discos de sucesso e enfrentou novo desgaste com o fim de outro grupo. Sempre precisou estar em constante atividade. Cogitou-se até mesmo a volta dos Beatles, mas a morte de John Lennon, em 1980, acabou com qualquer possibilidade.
Restava a Paul a retomada de sua carreira, agora como artista solo de fato. Com diversos outros músicos, incluindo outros grandes de sua geração como David Gilmour (guitarrista do Pink Floyd), Phil Collins (baterista e depois vocalista do Genesis), entre muitos outros, voltou a fazer sucesso, o que culminou na sua volta às grandes turnês internacionais, em 1990. Somente aí retomou seu passado com os Beatles, cantando grandes sucessos como “Yesterday”, “Get Back”, “Hey Jude” e “Let It Be”.
Mas não se limitou a isso. Suas iniciativas como artista ultrapassam as fronteiras do rock e até mesmo da música. Já fez filmes, escreve livros e poemas, pinta quadros, desenha… e hoje é multimídia, possui ótima relação com a Internet, tendo até mesmo um canal oficial no YouTube (clique aqui para visitar).
São inúmeros prêmios, condecorações e títulos honorários por contribuições à música. Alguns recordes, como o de maior platéia de um show em recinto fechado (Maracanã, Rio de Janeiro, 1990, 184 mil pessoas) são amostras disso.
Há também o reconhecimento por sua incansável luta contra as minas terrestres, pelo meio ambiente e pelos direitos dos animais. Por essa última, também é vegetariano convicto.
Suas múltiplas facetas como músico o colocaram em um patamar diferenciado. Além de ser capaz de tocar praticamente qualquer instrumento (sendo reconhecido como um dos melhores baixistas do mundo), já compôs músicas dos mais variados ritmos, desde música eletrônica, passando pelo rock, chegando até a excelência na música clássica, tendo já composto quatro obras do gênero: “Liverpool Oratorio” (1991), “Standing Stone (1997)”, “Working Classical” (1999) e “Ecce Cor Meum (Behold My Heart)” (2006).
Seu mais recente álbum é “Memory Almost Full”, lançado em 2007. Com músicas como a do videoclipe mostrado neste post, “Only Mama Knows”, o disco confirma a sua condição de artista que venceu o tempo e se mantém constantemente atualizado, agradando a diferentes tipos de público (já vendeu mais de 1 milhão de cópias).
Sua música é universal e a sua contribuição para a cultura mundial é inestimável. Parabéns, Sir Paul.
VÍDEO >> Paul McCartney com sua atual banda em apresentação no programa “Later with Jools Holland”, da BBC, em 2007
Lakers vs. Celtics

Em decorrência de um fato que julguei interessante abordar, resolvi interromper o costumeiro intervalo após a emissão do Boletim Informativo. O assunto? Basquete.
Quem tem 25 anos, como eu, ou mais, deve se lembrar de um jogo muito famoso lançado em 1989 para computador (MS-DOS) e em 1990 para o videogame Sega Mega Drive, “Lakers vs. Celtics”. Desenvolvido pela EA Sports (divisão de esportes da Electronic Arts), o jogo tinha esse nome baseado na rivalidade existente na NBA (National Basketball Association, a liga de basquete dos EUA) entre o Los Angeles Lakers e o Boston Celtics. Esses dois times (ou “franquias”, como são conhecidos por lá) são os maiores vencedores da história da competição. Os Celtics têm 16 títulos, enquanto os Lakers possuem 14 (5 deles ainda quando a franquia era sediada em Minneapolis).

Na atual temporada, os dois melhores times da história finalmente se reencontrarão em uma final, após 21 anos. O Boston venceu o Detroit Pistons na final da Conferência Leste por 4 jogos a 2, enquanto o Lakers bateu o San Antonio Spurs por 4 a 1 na decisão da Conferência Oeste.
A última vez foi em 1987, quando os Lakers foram vencedores. No placar geral de decisões entre os dois times, ampla vantagem do time verde do Leste: 8 a 2. Os amarelos do Oeste venceram as duas últimas (temporadas 1984-85 e 1986-87). Os Celtics foram campeões em cima dos maiores rivais em 1958-59 (este contra o então Minneapolis Lakers), 1961-62, 1962-63, 1964-65, 1965-66, 1967-68, 1968-69 e 1983-84.
Nos anos 50-60, brilhavam astros como Bill Russell e Bob Cousy pelos Celtics e Elgin Baylor e Jerry West pelos Lakers. Já nos inesquecíveis anos 80, Larry Bird (Celtics) e Magic Johnson (Lakers) protagonizaram grandes duelos, tanto no Boston Garden (antiga casa dos Celtics, que agora jogam no TF BankNorth Garden, antigo FleetCenter) quanto no Great Western Forum, de Inglewood, na Califórnia (atualmente, o Lakers joga no Staples Center, em Los Angeles). Bird tinha a companhia de grandes jogadores como Kevin McHale e Robert Parish, enquanto Johnson contava com James Worthy, Kareem Abdul-Jabbar, entre outros notáveis.
Com a final da temporada 2007-2008, é inevitável lembrar dos melhores tempos da NBA. Desta vez, quem vencerá? Confesso minha torcida pelos Lakers, mas respeito muito os Celtics. It’s showtime!

FOTO 1: Kobe Bryant, considerado o melhor jogador da atualidade do basquete americano, lidera os Lakers na disputa do título (Crédito da foto: Reuters)
FOTO 2: Kevin Garnett, um dos componentes do trio de estrelas dos Celtics, que tem ainda Ray Allen e Paul Pierce (Crédito da foto: Reuters)
FOTO 3: Caixa e cartucho originais do jogo “Lakers vs. Celtics” para Mega Drive (Crédito da foto: Divulgação Mercado Livre)
FOTO 4: Dois dos melhores jogadores de todos os tempos – Larry Bird, dos Celtics, e Earvin “Magic” Johnson, dos Lakers – rivalidade eterna (Crédito da foto: Photo File)






