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Debates na TV
Os candidatos a prefeito de Araraquara se encontrarão na TV duas vezes: a primeira na Record, em Ribeirão Preto (canal 29), no próximo domingo (dia 21), às 10h, e a segunda na EPTV (Rede Globo – canal 21), no sábado, dia 27, às 8h.
As emissoras confirmaram os dias e horários em convites enviados aos órgãos de imprensa da cidade. Inicialmente, o debate da EPTV seria às 11h30, mas o horário foi alterado para às 8h. Já a Record marcaria o encontro para o dia 20, mas mudou para o dia 21.
Em tempo: irei comparecer aos dois debates, representando a Folha da Cidade. Farei os resumos completos dos encontros envolvendo os candidatos, a exemplo do que foi realizado após o debate promovido pela Rádio Cultura de Araraquara.
Debate – Rádio Cultura
O debate da Rádio Cultura foi realizado hoje, das 12h30 às 14h30, mediado pela jornalista Baby Soares. Apenas o candidato Waldemar De Santi (PP) não compareceu. Os cinco que estiveram presentes responderam, no primeiro bloco, às perguntas “Por que você quer ser prefeito de Araraquara? Qual seria sua contribuição?”. Cada um teve 2 minutos para responder.
Confira agora os principais momentos do debate.
2º BLOCO - O primeiro assunto sorteado foi trânsito. José Eduardo Oliveira “Vermelho” (PSOL) iniciou a série, valorizando a importância do transporte coletivo pela CTA (Companhia Tróleibus Araraquara) e a engenharia do trânsito para tirar os “gargalos” do fluxo de veículos no Centro.
Edna Martins (PT) respondeu a demandas para os animais, especialmente proteção e a criação de uma Secretaria da Agricultura para cuidar desse assunto, diferentemente da atualidade, na qual as políticas são concentradas na Secretaria da Saúde. A candidata diz que é necessário trabalhar em uma política educacional de conscientização sobre cuidados com os animais.
Marcelo Barbieri (PMDB) foi questionado sobre a continuidade do processo de atração de empresas e geração de empregos. O candidato disse que irá implantar a Sala do Empreendedor, desburocratizando a abertura de empresas na cidade, quatro cursos profissionalizantes em parcerias com o Senai (Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial) e um novo Distrito Industrial com infra-estrutura de condomínio.
A segurança foi o tema perguntado a Pedro Tedde (PSDB), que falou sobre a possibilidade de se instalar uma Secretaria Municipal de Segurança, que seria ocupada pelo comandante da Guarda Municipal. Citou medidas como implantação de câmeras em pontos estratégicos, reforço nas rondas escolares e na segurança de prédios públicos. Tedde também disse que irá vetar o envio de multas de trânsito por carta. Em um eventual governo, diz que determinará que as multas sejam aplicadas no momento da infração, identificando o que ocorreu. A medida visaria evitar a “indústria de multas”.
O trabalho dos servidores municipais foi o assunto discutido por Eraldo Strumiello (PSTU). O candidato declarou que os funcionários públicos são capazes, porém não possuem condições adequadas de trabalho. Citou o exemplo das professoras da rede pública, que dão aulas em salas com grande número de alunos. Neste caso, segundo Eraldo, seria preciso construir mais escolas para que as condições melhorem e a demanda na Educação seja atendida.
3º BLOCO - Os candidatos fizeram perguntas uns para os outros.
Marcelo Barbieri perguntou para Pedro Tedde sobre desenvolvimento econômico. Perguntou sobre a proposta do tucano para aproveitar o potencial da cidade e da mão-de-obra. Tedde afirmou que é preciso fazer um trabalho permanente de atração de empresas, ao mesmo tempo apoiando as micro e pequenas empresas em parceria com o Sebrae (Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas). Repentinamente, o candidato direcionou críticas a Barbieri, questionando o fato de ele estar lendo o que dizia e a promessa do peemedebista de construir 6 mil casas populares em 4 anos. Marcelo respondeu que está preparado para ser prefeito pela força política e experiência que possui, convidando Tedde (engenheiro e construtor) para ajudar a acabar com o déficit habitacional do município. Pedro continuou as críticas, dizendo que não é possível prometer que serão construídas 6 mil moradias, já que seriam necessários 120 alqueires, uma área três vezes maior do que aquela que será liberada com a remoção dos trilhos da área central.
Nas considerações finais, Marcelo fez referência ao que foi dito por Tedde, dizendo que é preciso sim, ler, com bastante atenção, o plano de governo. Ao mesmo tempo, afirmou que irá encarar o desafio de cumprir a meta de construir 6 mil casas.
Eraldo Strumiello perguntou a Edna sobre o Plano de Cargos, Carreiras e Vencimentos (PCCV). A petista disse que irá revisar o Plano e trabalhar juntamente com os servidores para buscar soluções. Eraldo disse que é preciso aumentar os salários e melhorar o tratamento dispensado aos funcionários. Citou a greve realizada neste ano e disse que tanto o governo Edinho Silva quanto Edna, presidente da Câmara Municipal, teriam “virado as costas”. Edna negou, dizendo que houve diálogo e que, em um eventual governo, valorizará os servidores.
Vermelho perguntou a Barbieri sobre a visão do candidato para a educação municipal. Marcelo disse que é contra a municipalização total da educação, a favor da adoção de um método de ensino mais avançado, proporcionado pela iniciativa privada, visando equilibrar o ensino público e o privado. Também assinalou que é necessário acabar com o déficit de vagas em creches, construindo mais 3 CERs (Centros de Educação e Recreação). O candidato do PSOL manifestou preocupação com um possível apostilamento do ensino público municipal, transferindo recursos públicos para a iniciativa privada. Barbieri foi enfático na tréplica, dizendo que é preciso “acabar com o preconceito”, proporcionando o aproveitamento da qualidade do ensino particular a quem não tem condições de pagar uma escola.
4º BLOCO – Mais um bloco dedicado a perguntas entre os candidatos. Logo depois, foram feitas as considerações finais (os candidatos tiveram três minutos cada um para fazê-las).
Edna perguntou a Barbieri sobre questões étnico-raciais. O candidato defendeu o fortalecimento do projeto atual, dizendo que é preciso ouvir a população sobre o que precisa mudar. Elogiou a força da comunidade afro-descendente e prometeu manter o Centro de Referência Afro. Defendeu a eliminação de preconceitos contra o afro-descendente no mercado de trabalho.
Barbieri perguntou a Eraldo sobre política para as mulheres servidoras municipais. O candidato do PSTU citou a existência histórica de assédio moral na administração pública, o que causa até problemas de saúde. Logo depois, insinuou que Barbieri, por ter trabalhado na Casa Civil da Presidência da República, teria um envolvimento em casos de corrupção ligados a José Dirceu, então ministro-chefe da Casa. Barbieri pediu direito de resposta, dizendo que essa foi uma “ofensa moral”. Disse também que é preciso acabar com o assédio moral na administração.
Tedde questionou Vermelho sobre a CIP (Contribuição para a Iluminação Pública) e a Taxa Ambiental (chamada de “Taxa do Lixo”). O candidato do PSOL criticou as taxas e também o PSDB (partido de Tedde) pela privatização e aumento do custo da eletricidade. O tucano respondeu que o partido foi o responsável pela eliminação de taxas, como no ICMS cobrado pelo governo estadual em alguns setores. Vermelho fez a sua pergunta para Tedde. O tema foi sobre a utilização de guarda armada na Educação. O candidato do PSDB citou novamente sua proposta para segurança de prédios públicos. Já o do PSOL disse que é contra a utilização de segurança privada armada em escolas, defendendo a utilização da Guarda Municipal. Tedde disse que a terceirização é muito mais cara do que a manutenção da Guarda.
DIREITO DE RESPOSTA - Antes das considerações finais, no direito de resposta concedido pela produção do debate, Barbieri disse que foi convidado em 2003 pelo presidente Lula para atuar na Casa Civil e que teve atuação correta. Defendeu suas realizações em 14 anos como deputado federal, dizendo que toda a sua atuação na política foi “limpa” e “irrepreensível” do ponto de vista ético.
Debate do Comjuve reúne quatro candidatos a prefeito
Reproduzo abaixo a reportagem, publicada na edição de hoje do jornal Folha da Cidade, a respeito do debate ocorrido na noite desta quarta-feira (20) entre quatro dos seis candidatos a prefeito de Araraquara. A realização foi do Conselho Municipal de Juventude (Comjuve). Só não coloquei o trecho final do texto, intitulado “Pós-debate”, substituindo-o por um podcast.
O Conselho Municipal de Juventude (Comjuve) promoveu na noite de ontem (20), no anfiteatro da Biblioteca Municipal “Mário de Andrade”, o primeiro debate envolvendo candidatos a prefeito de Araraquara nas eleições deste ano. Dos seis postulantes ao cargo, somente quatro compareceram: Edna Martins (PT), Pedro Tedde (PSDB), José Eduardo Oliveira, o “Vermelho” (PSOL) e Eraldo Strumiello (PSTU).
Os candidatos Marcelo Barbieri (PMDB) e Waldemar De Santi (PP) não estiveram presentes. O primeiro alegou compromisso de campanha previamente agendado para o mesmo dia e horário. Já o segundo contestou, por meio de pronunciamento do vice na chapa, Coca Ferraz (PTB), o fato de a promoção do debate ser feita por um órgão ligado à Prefeitura, o que “não garantiria a isenção”.
Dividido em cinco blocos e mediado pelo jornalista Álvaro Taniguti, o debate teve como enfoque questões relacionados à juventude do município. Foram abordados assuntos de interesse geral, como saúde, educação e inclusão social, com ênfase nos efeitos que políticas públicas podem proporcionar aos jovens.
BLOCOS – No primeiro bloco, os candidatos fizeram as considerações iniciais, cada um com cinco minutos para suas falas. Todos elogiaram a iniciativa do Comjuve e aproveitaram para destacar alguns pontos de seus respectivos programas de governo.
Na segunda parte, foi aberto o espaço para perguntas de integrantes do Conselho de Juventude. Eraldo falou sobre geração de trabalho e renda e defendeu a “sobretaxação de grandes fortunas da cidade, pois só assim haverá recursos para políticas públicas”. Criticou duramente o sistema capitalista e a Lei de Responsabilidade Fiscal. O candidato defendeu um rompimento do município em relação à lei.
A pergunta direcionada a Pedro Tedde foi sobre acesso de cidadãos aos serviços prestados pela Prefeitura. O tucano defendeu a diminuição de despesas de custeio da administração para que os serviços melhorem. Também falou sobre a necessidade de desenvolvimento econômico para que a cidade tenha mais recursos.
Edna foi questionada sobre políticas direcionadas para a qualidade de vida dos jovens. A candidata falou sobre a necessidade de se articularem políticas de cultura, esporte e lazer nos bairros, especialmente na periferia, para prevenir o surgimento de problemas de saúde.
A pergunta direcionada a Vermelho abordou a participação política dos jovens na sociedade. O candidato diz que a gestão pública deve ser transparente, com o uso dos meios de comunicação para que todas as questões administrativas e orçamentárias possam ser debatidas.
No terceiro bloco, cada candidato respondeu a três perguntas sorteadas. O acesso de moradores dos assentamentos rurais a políticas públicas, educação e participação popular foram alguns dos temas discutidos. Tedde defendeu a política do governo estadual, comandado por políticos do PSDB há 14 anos, para a educação, muito criticada pelos outros candidatos.
Foi nesta parte do debate que houve o único pedido de resposta, feito pela candidata Edna Martins, relativo a uma fala do candidato Eraldo Strumiello, que criticou o aumento de gastos da Câmara Municipal, mesmo com a diminuição do número de vereadores (mudou de 21 para 12 a partir de 2005). Edna, que é vereadora e presidente da Câmara, diz que realizou uma reforma administrativa e diminuiu gastos, sem aumento de salários a vereadores e também ao prefeito.
No quarto bloco, os candidatos fizeram perguntas entre si, com cada um tendo direito a uma pergunta e uma resposta. No início, todos receberam uma cópia do Pacto da Juventude. A intenção do Comjuve era que todos assinassem o termo de compromissos, mas houve consenso para que as assinaturas só fossem feitas em outra ocasião, após a leitura dos princípios assinalados.
Tedde, Vermelho e Eraldo aproveitaram para fazer críticas a atual gestão, elegendo como alvo a candidata do PT, Edna Martins. Ela defendeu o Orçamento Participativo e outras medidas da gestão Edinho Silva, prometendo aprimorá-las.
No quinto e último, os candidatos fizeram as considerações finais. Cada um teve dois minutos para suas falas. Todos defenderam seus respectivos projetos de governo.
Confira o podcast com a gravação das avaliações dos candidatos sobre o debate promovido pelo Comjuve. Pela ordem, os depoimentos foram dados por Edna Martins, Pedro Tedde, Vermelho e Eraldo Strumiello.
FOTO: (Da esq. para a dir.) Vermelho, Edna, o mediador Álvaro Taniguti, Eraldo e Tedde






